Appendix to a history of Afro-Hispanic language: five centuries/five continents



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APPENDIX TO
A history of Afro-Hispanic language:
five centuries/five continents

John M. Lipski


The Pennsylvania State University

The examples in this appendix are meant to accompany and exemplify the analysis in the accompanying book. The extracts from literary works contain only those fragments in which characters speak in Afro-Hispanic pidgin. Interested readers are referred to the original texts for the full surrounding context and authorial style, and to the relevant critical bibliography for a contextual interpretation of these works.

Appendix to Chapter Two: Afro-Portuguese texts
Text #1: Fernam de Silveira (Guimarais 1909-1917, t. I, 204-5):
A min rrey de negro estar Serra Lyoa,

lonje muyto terra onde viver nos,

andar carabela, tubao de Lixboa,

falar muyto novas casar pera vos.

Querer a mym logo ver vos como vay;

leyxar molher meu, partir, muyto synha,

porque sempre nos servyr vosso pay,

folgar muyto negro estar vos rraynha.

Aqueste gente meu taybo terra nossa

nunca folguar, andar sempre guerra,

nam saber quy que balhar terra vossa,

balhar que saber como nossa terra.

Se logo vos quer, mandar a mym venha

fazer que saber tomar que achar,

mandar fazer taybo, lugar des mantenha

e loguo meu negro, senhora, balhar.


Text #2: Henrique da Mota: (Leite de Vasconcellos 1933; Guimarais 1909-1917, t. V, 195-99):
a mym nunca, nunca mym

entornar


mym andar augoá jardim,

a mym nunca ssar rroym,

porque bradar?

Bradar com almexerico,

Alvaro Lopo também.

Vos loguo todos chamar,

vos beber,

vos pipa nunca tapar,

vos a mym quero pinguar,

mym morrer.

aquy'star juyx no fora

a mym loguo vay te laa.

Mym tambem falar mourinho

ssacrivam,

mym nam medo no toussinho,

guardar, nam sser mais que vinho

creliguam!
Text #3: `De dom Rrodriguo de Monssanto a Lourço de Faria de maneira que mandaua a h seu escravo curasse ha sua mula' (Guimarais 1909-1917, t. IV, 191)

Lourenço comprar

pastel de pam aluo

dizendoo escravo

querer jaa chofrar.

Escravo com medo;

senhor chofrarey.

Lourenço azedo:

assinha, dom perro,

azpera moley...

Senhor, my alçar

cuberta de rrabo,

vos estar diabo

com tanto mandar.

Cao arreneguado,

eu te matarey,

sem rrabo lavado,

e cono chofrado

mey dyr para el rrey.
Text #4: Symão de Sousa (Guimarais 1909-1917, t. V, 122):
Se v' vyr tam enguanada

e nos leyxardes tam ssos,

quando preguntar por vos,

sera pola enforcada.

Polo entender milhor

vyra negro a dizer,

mandar fazer de comer,

senhora, pera meu senhor


Text #5: Gil Vicente, O clérigo de Beyra (Vicente 1907:353f.)
Qu'esso? ...

Ja a mi forro, nama sa cativo.

Boso conhece Maracote?

Corregidor Tibao he.

Elle comprai mi primeiro;

quando ja paga a rinheiro,

deita a mi fero na pé.

He masa tredora aquelle,

aramá que te ero Maracote ...

Qu'he quesso que te furtai?...

Jeju, Jeju, Deoso consabrado!

Aramá tanta ladrao!

Jeju! Jeju! hum caralasao;

Furunando sá sapantaro.

Jeju! cralasam ...

Pato nosso santo paceto ranho tu e figuo valente tu e cinco sego salva tera pao nosso quanto dao dá noves caro he debrite noses já libro nosso gallo. Amen Jeju, Jeju, Jeju ...

Sapantara Furunando.

Dize, rogo te, fallai;

conhece tu que furtai?

Porque tu nam bruguntando? ...

Cal te; Deoso cima sai,

que furtai ere oiai.

Deoso nunca vai dormi,

sempre abre oio assi,

tamanha tu sapantai ...

Guarda mar eso mal,

e senhora Prito santo.

Nunca rirá home branco

furunando furata real.

Nam same mi essa carera;

para que? para comé?

Muto comé muto bebé,

turo turo sa canseira ...

Dira mundo turo canseira;

senhor grande, canseira;

home prove, canseira;

muiere fermoso, canseira;

muiere feio canseira;

negro cativo, canseira;

senhoro de negro, canseira.

Vai misa, canseira;

pregaçao longo canseira;

Crerigo nam tem muiere, canseira;

crerigo tem muiere, canseira,

grande canseira;

firalgo solto, canseira;

chovere muto, canseira;

nao póde chovere, canseira;

muito filho, canseira;

nunca pariro, canseira;

Papa na Roma, canseira;

essa ratinho, canseira;

nao vamo paraiso: grande grande;

grande canseira;

vira resa mundo turo turo he canseira ...

Mi nam falla zombaria.

Pos para que furta?

Que riabo sempresa!

Abre oio turo ria.

Mi busca mulato bai,

ficar abora, ratinho ...

A mi abre oio e ve

ratinho tira besiro;

era dexa aqui condiro,

nao sei onde elle metté.

Senhora Santo Francico,

Santa Antonia, San Furunando!

Pois mi ha d'andar buscando,

a levare elle na bico

o seuvo Santa María ...

Sabe ha regina Mathoa misercoroda nutra d'hum cego savel até que vamos. A oxulo filho d'egoa alto soso peamos ja mentes ha frentes vinagre qu'elle quebrárao em balde ja ergo a quarte nossa ha ilhos tue busca cordas oculos nosso convento e geju com muito fruta ventre tu ja tremes ja pias. Seuro santa Maria dinhero me la darao que he ve esa carta dame muchos que furte cantára Furunando ...

Ei lo aqui sa! Deoso graça.

Graça Deoso esse he capote;

nunca dexa aqui palote;

ratinho, quem te forcasse! ...

Aramá que te ero villao!

Que palote saba sam,

barete tam bem bo era.

Mi cansai e a deradera

a mior fica sua mao ...

Vejamos bolsa que tem;

hum pente para que bo?

Tres ceitil sa qui so;

ratinho nunca bitem.

O riabo ladarao!

Corpo re reos consabrado!

Essa villao murgurado

sa masa prove que cao ...

Quando bolsa mi achase

Fernao d'Alvaro, esse si;

nunca pente sa alli.

Ah reos! quem te furtasse

bolsa, Nuna Ribeiro!

Home bai busca rinheiro;

a toro ere rise;

ja rinheiro feito he.

Aramá que tero gaiteiro!

Fernao d'Alvaro m'acontenta;

elle nunca risse nam.

Logo chama ca crivam,

crivaninhae e sormenta;

toma rinheiro, vas embora.

Vosso, home debe que busacae?

Mi da cureiro agarba sae.

Boso que buscae corte agora?

Buscae a Rei jam Joao,

paga minha casaramento ...

Da ca, moso, trae esormento;

crivaninhae boso, crivao;

home, tomae hum dos quatro sete;

vas ambora turo turo.

Sua rinheiro sa seguro,

mioro que elle promete.

Marco Estavez moladeiro

elle rise: Santa Maria!

Rinheiro boso queria?

Bai bai dormir paieiro.

Boso que pedir, muieiro?

Tanta filho mi tem qui.

quem manda boso pari,

boso grande parideiro? ...

Boso seria muito bó;

vaca ne Francico paia;

tenha seis filho e mi so

nam temo comere ni migaia ...

Elle rise:

que culpo tem a Rei jam Joao?

Boso pari como porco,

bai buscai sua pae torto,

que dai a sua fio pao.

Velha, que boso queré? ...

Molla, que a mi pobre sai ...

Elle rise:

porque boso nam guardai

rinheiro que boso bebé?

Jeju! Jeju! moladeiro

sa riabo aquella home;

quando a mi more da fome

nunca busucai sua rinheiro ...

Porém grassa Reos, a mi

nunca minga que furtá;

pouco ca, pouco relá,

pouco requi, pouco reli,

grao e grao galo fartá.

Quem furta, home sesuro;

e louvar a Reos com turo

e senhoro Prito Santo.

A mi bai furta em tanto

camisa que sa na muro ...
Text #6: Gil Vicente, Fragoa d'amor (Vicente 1943)
Poro que perguntá bos esso?

Mi bem la de Tordesilha;

que tem bos de ber co'esso,

qu'eu bai Bastilla, qu'eu bem Castilla? ...

Nova que uba ja maduro,

ja vindimai turo, turo.

Tordesilha tanto vinha,

a mi faratai puro vida minha;

la he tera mui segura ...

A mi sa negro de crivao,

agora sa vosso cao,

vosso cravo margurado,

cativo como gallinha

quando boso agoa queré,

logo a mi bai trazé,

e mas o feixe de lenha ...

A mi leva boso roupa Alfama;

quando a mi manta frutai,

mi bai seora, tomai

esse para bosso cama.

Quando uba maruro ja,

que a mi furutai cad'hora,

a mi bai tomai, seora,

uba que boso fratá ...

Se camisa furutá eu,

labrado d'ouro faramosa,

mi bai, seora, essa he bossa,

pois que Sioro Deos m'a deu.

Se pode furutá rinheiro,

corpo de reos! esse si

nunca guardai para mi,

bossa he toro enteiro ...

Furunando chama a mi,

e a bos chama faramosa ...

De muto boa vontare,

pato nosso he muto bom ...

Faze me branco, rogo te, homem,

asinha, logo, logo, logo,

mandae logo acender fogo,

e minha nariz feito bem,

e faze me beiça delgada, te rogo ...

Quem te manda a vos falá?

A mi fala con Deos d'amor,

que farmoso me fará ...

Branco como ovo de galinha ...

Fazer nariz mui delgada,

e fermosa minha dedo ...

Ja mao minha branco estai,

e aqui perna branco he,

mas a mi fala guiné;

se a mi negro falai,

a mi branco para que?

Se fala meu he negregado,

e nao fala Portugás,

para que mi martelado? ...

Da caminha negro tornae,

se mi fala namorado

a muier que branca sae,

ella dirá a mi, bae, bae,

tu sa home o sa riabo?

A negra se a mi falae

dirá a mi sa chacorreiro.

Oiae, sioro ferreiro,

boso meu negro tornae,

como mi saba primeiro.
Text #7: Gil Vicente, Nao d'amores (Vicente 1834:311f.)
Quero boso que mi bae

buscar o poco de venturo,

que a mi namoraro sae

de moça casa sua pai,

que tem saia verde escuro,

firalga masa que gaviao:

tem boquinho tan sentira;

eu chamar elle minho vira,

e elle chama mo cam ...

A mi da elle roma.

doze, que a mi comprae,

e masa cinco maçao.

Se a mi vai elle falae

faze carneo de verao.

Negro que faze folia

por o que muto roga eu

bai fruria por ota seu,

a mi disse a elle; Maria,

que quebranta foi a meu? ...

E na mao minha barete

mi risse a ella: minha rosa,

minho oio de saramonete,

mas a turo mundo faramosa,

falae me por o bida bosso ...

Ella disse: quesso cabram!

A riabo que te ro, cam,

para malo benturaro.

A mi disse elle cuitaro;

que boso nao tem razao ...

Se boso firalga he aqui,

a mi firalgo tambem.

Fio sae de Rei Beni;

de quarenta qu'elle tem

a masa firalgo he mi ...

Poro meu votare a mi vem

abre oio Purutugá

botera que elle tem

aqui muto a mi furugá ...

E si muiere me matae,

gran pecaro que bai ella

benturo quero buscae

nesse santo caravella

se boso, seoro, mandae ...

Poro que vejo, morgurado

vai d'amoro sua navio!

Boso mundo ja passaro,

boso barba ja cajaro,

boso sangue ja sa frio,

boso amor sa comungaro ...

Nunca Nao poder andaro

que leva comungaro a fe,

manacorea logo mar

masso gavea feito he.
Text #8: Antônio Chiado, `Auto das regateiras' (Chiado 1968)
Seora? ...

Crialeisam, Cristeleisam,

sato biceto nomen tuu...

A mi catiba ro judeu,

nam querê ca mim razá.

E ela responde me já! ...

A mim frugá, boso matá;

boso sempre bradá, bradá;

cadela, cadela, cadela!

Bendê me pera Castela! ...

A boso sempre sa graia ...

A mi nao cabá bessi...

Bosso tia nao dizê...

Mim nao quebrar bosso porta,

bessa passá nao falou...

Prutugá santar diabo! ...

Boso nunca tendê bem...

Mim trazê pote cabeça;

a rua do Frono pretada,

bessa que vem carregada,

dizê negra, andá! co'a pressa

mim caí todo calabrada...

Ulo crupa qu'a mim tem? ...

Seora, nunca poder;

sa massando, sa cupada...

Seora, sa farinhada...

Esse cousa santá marga...

Boso tem grande borosso...

Terra meu nunca saber...

Dosso, tres, quatro juntá...

Nunca achar se una nao;

arca toro rebolbido,

saia santar secondido

ou lebá êle ladrao;

toro casa a mim catá;

Jesu, Jesu,

êsse diabo levar...

Fradia, o gonete, a mantia,

turo, turo sa furtado.

Jesu, Jesu, ulo sa guardado?

Jesu, Jesu, Briga Maria!

Ulo chave dêsse porta?

Jesu, êsse casa nao tem gente?

Aquesse veia sa mente,

êsse candea sa morta;

êle chamá toro dia;

cadela nunca Luzia!

cadela, como te oio,

cadela, deitá te moio...

Dizê verdade, êsse tem;

bradá, bradá boso bem,

nunca boso mim tendê.

Por que boso nam morê,

mim dará boso bintém.


Text #9: Antônio Chiado, `Pratica de oito figuras' (Chiado 1961; Pimentel 1889:8-13)
Doso gallia, um capao;

a mim traze turo junto;

o coeio, co' treze pombio...

Nunca elle mim acha

muito caro, nunca bem,

mim da le treze vintem

pr'o dôzo; nao querê dá.

A regatêra muito máo!

Mim dize quere vendê?

Elle logo saconde,

medo Gasapar da nao,

proqu'elle logo prende.

Mim promette cincoenta;

elle dize: vai, fruga,

vos o nao querê comprá.

Esse cousa tem pimenta,

mim torna, elle profia.

Logo chama Pero Cao.

Vae vos o comprá o pêse,

voso seôro nunca come esse;

levae le bom caçao...

Esse conta demo é.

Mim nao da vos o ôtoro dia

papel qu'o socrenco Faria...

Voso nunca querê cutá.

A fressura cuta corenta,

a raia dêse vintem;

ôtoro tanto elle tem

n'esse conta qu'elle senta.

A frenando nunca frutou.

Nunca voso crupa elle,

compra cabrito c'o pelle,

que voso fora mandou.

Quando mim vae confessé,

dize padre confessôro,

que officio é voso que tem?

Mim dize: compradôro.

Elle logro pregunta:

voso fruta voso seôro?

Mim dize: padre, nao,

nigrio dize verdade,

mi da vosso sorobiçao.

Tem nigria bonitia,

chama elle Caterina.

Pedi perdao de vontade.
Text #10: Sebastião Pires, `Auto da bella menina’ (Pires 1922):
ou la gentes ou falay corpo na sam quebray

home sua dentes o reca do sua parentes ou hora beyio mao ...

hora beyio sua pee co sua caracanbar merado

mi trazey ca hu recado pera bay a bosso merce.

Eu sa negro de bosso yrmao que onte de Brasil chegou ...

Portugal sa elle agora tam bragante hora tam fermosante ...

y mais elle manda beyjar suas dedos co caracanbar dessa

caroza galante ...

si posso eu nam ya aquí pesara de sam formente, tambem

negro nam sa gete e boso zombay de mi. Eu suas comendas

day que delle manda traze ca e com sua yrmao falay ...

com esse noba tem prazer. Por sancto ladra hora olbay bos

o queu jurou que folgar eu mais agora que me dizer nesta

bora minha hora furou sua comer que elle agora ha de ter com

aquelle recadinho furnando poe pee caminho e bay a todo

correr


oula gete na falay ningue ...

praza a deos cosabrado diabo leuay amor meu hor anda

namorado nossa casa emburiado eu sa sua bayrador turo

dia sa dizendo vida mia belleta minha hora pera nossa sa

maora que vos vi quado bozmia.

eu por bosso tem fadige pesara de sam furunado tem furado

minha boriga ja mi nao sabe que diga turo dia sa chorando

... ora calay suso eu quero chamay a sua arcouiterinha ella

gram dessa cadinha turo ella arrecaday oula siora golesinha

mandayme ca meu hor q tornay eu muyto azinha si bofe por

bida minha que elle lebay muyto hor ...

manday siora dizey a bos que elle be ca agora porque a

menhaa bay fora pasi feminha fenbora quiser bel olha moça

nao mengan porque arí enganaras

siora nam pelejar por a mí merce fazer ...

que sarey gente, ou a que de rey nao matar minho sior ...

mal falado de mi malabenturado home guardaite la se nao eu

te matara por aquelle ceo sagrado ...

ay ladrao boto dez darte fungao que te quebray turo

detes a que de rey cude gentes el matayme esse cabrao ...

labrador a bos tolo sem sabor falay delcortesia vos cayra

algum dia na mao de minha sior ...


Text #11: Anon. `Auto de Vicente Anes Joeira’ (Anonymous 1963):
mui gram trabaio que tem

homem que mi sere sentar,

sempre homem andar, andar ...

gaiar a mi quebra dentes

o tera muito roim

e o gimbo pera mim

pera pagai nam tem gentes

e responde bai te daí ...

como curar boso gentes

se boso nam sabe screber?

mossara ca, sacutai,

sabe boso, homem horrado,

esse muer sa prenhado ...

no ha mister mais parola

sabe boso que ha de fazer?

bai dar boso a beber

água no erba biola

entao torna a mi ber ...

bai voso fazer que digo ...

Gonçalo, bem bos ca

quere aprender comigo?

Como? Nao sabe boso ja

cosa argua de curar? ...

pardês. Boso sentar

muto grande bêssa, tolo.

s'eu mandar que boso dar

água no erba biolo

e boso nao sei que falar ...

boso sa mor salvage

do que nunca posso ber.

bai logo dar beber

um poco no água borage

e entam tornar mim ber ...

quero acabar ensinar ...

que sentar tu dizendo?

ora, sus. começar a beber ...

sentar calado!

tomar um pouco tormentina ...

e co erba doradinha

fará muito bo mezinha

para que te dê dor de casado ...

Jeju! nome de Jeju.

esse home sa mofina.

olhar boso se êle fina!

home, abre oio tu.

da lhe pruga muita fina ...

boso muto bruco sentai.

olha pera co bo tento

minho saio sa la dentro

bai boso logo catar ...

nao me entender a mi

caixa que tem alí fero ...

que dizer boso a mi?

dizer boso que nam quero!

boso nigrigente.

eu dizer pruga botica

e boso pruga de gente.

ora boso embora fica

porque a mi quere bai

la fora um pessoa curar,

que outro gente me chamai ...
Text #12: Anon. `Sã aqui turo’ (1647); University of Coimbra archives, manuscript #50, folios 18v-23v; recording on Roger Wager Chorale, ‘Festival of early Latin American music’ (Los Angeles: Eldorado, 1975), produced by the UCLA Latin American Center; also on the record `Native Angels’ (San Antonio: Talking Taco Records, 1996):
Sã aqui turo zente pleta

turo zente de Guine

tambor flauta y cassaeta

y carcave na sua pé.

Vamos o fazer huns fessa

o menino Manué

canta Baciao, canta tu Thomé,

canta tu Flansiquia, canta tu Catarija,

canta tu Flunando, canta tu Resnando,

oya, oya, turo neglo hare cantá.

ha cantamo y bayamo

que fosso ficamo

ha tanhemo y cantamo

ha frugamo y tanhemo

ha tocamo panciero

ha tocamo pandero

ha flauta y carcavé

ha dizemo que biba

biba mia siola y biba Zuzé.

anda tu, Flancico

bori mo esse pé*

biba esse menino que mia Deuza

biba Manué.

Nacemo de hums may donzera

huns rey, que mia deuza he

que ha de forra zente pleta

que cativo he

dar sua vida por ella

que su amigo até moré.
Text #13: poem #6 (Hatherly 1990):
cudado minha danosso

arma nu~ga te ja meu

turo pa vosso deu

mya carana mya osso

degoray mya posso cosso

q'arder como pemeta

bosso nu~ga te contenta

minho mao turo quibarada

bragaté minha ãboso pu

bosso nomasse te minho fu

minho uida sepurtada

cardia nao se finada

poroq arder como pemeta

bosso ...

primero singo sentido

como otro dente to ... minha

como vi bosso fromozinha

turo singo sa peredido

e ficar fogo metido

q'arder como pemeta

bosso ...
Text #14: poem #1 (Hatherly 1990):
mia lico sioro rey dos Portugar

apareia vozo para nos ouviro

pois toro estamo amorte a pediro

ao mardito dos Pombar.

esse mezo, que diabo hade levar

per o mar, que a toro zente fes sentiro

sua ligaro era estar sempre comsumiro

os memo que nao podia zá matar.

mia sioro no masmorra fes morero

e rogo sua dinheiro foi panhando

sem deixar a noso nara para comero

nem migaya de pam para iro passando

a muyer, e os fia sempre está a fazero

cruzo nos boca, senao está sorando.


Text #15: Poem #2 (Hatherly 1990):
sioro

que quere vocesenhoria?

Os sege, ya sá punhalo

a la nos cavalarissa

aora isso din vestiro

Sancta Agostinha duvida

Pógi pra qui sá os bordao,

que nus trazera simpina?

Que tim vozo cu esse genta

que vai la prus Cademia?

Homi du diablo! Oya

vozo nu qui sá metida!

Vozo quero fazi verso?

Zangana a mi; Deus to livra!

Vozo cus coza di Apolo?

Mais vare hun dor dus barriga

verso quin qui tem juizo?

Isso sa ja prohibida.

Antis, pra passalo bem

trata di sero muxira

ou prende cus Bento Antonho

us arte di sivandija.

Magi si vozo he temozo

cus tintaçao Apulinia

dexa us negro, us sege dexa

vai vozo a pe cus baetinha

porque quin bebe us cristalo

dus fonte di Cabalina

ja si sabe, que us mizélia

garra dielle como tinha.

Oya, turo qui he furoro

sá locura conhecida

y turo qui sá locura

si cula cus displina ...

He pru qui hoje nessos Terra

si troca di Apola us lyra

prus gaita di Baco, y anda

semple isquinada us Poezia ...

sá bim feto, mági aora

saber di vozo eu quelia

onde us Cademia assiste

qui us teu louvoro si aprica?

Jezuzu! Diozo mi acuda

junta co Sancta Maria!

Vozo, entre us particularo

du corte, leva us poezia?

receya ti plege us sorte

us mono pru vida mia.

Vozo nao ve, que us Plotetoro

sá us us Genta di Mouraria

qui mora, e qui morará

cus Diozo a la nesso Olimpa?

Nao ve voz qui us prigidenta

sá doutoro de Coimbra

y ha de acharo muito dura

hum louvor dus Paraiba ...

nao ve voz, qui du oratoria

sá mestra esse Dominica

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