Crise e reestruturação em negócios jornalísticos da Espanha: a inovação dos casos Fundação Civio e Projeto Datadista Edson Capoano



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Crise e reestruturação em negócios jornalísticos da Espanha:

A inovação dos casos Fundação Civio e Projeto Datadista
Edson Capoano1
Resumo

Após crise e reestruturação do setor de negócios em jornalismo da Espanha, (2008-2014), algumas iniciativas são exemplos de inovação aplicada no setor. Por isso, este artigo analisa a Fundación Ciudadana Civio – Tecnología aplicada a la transparencia y la apertura de datos; e o projeto El Datadista - Periodismo de datos, investigación y nuevas narrativas para salir del ruído. Ambas figuram com destaque na mídia espanhola e em rankings de inovação de jornalismo do país. Utiliza-se a metodologia qualitativa de estudo de casos e aplicação de questionário semiestruturado a jornalistas de tais veículos, segundo conceitos de inovação e empreendedorismo, cujo objetivo é responder à seguinte pergunta: onde e como se dá a inovação nos empreendimentos jornalísticos analisados? Como resultados, nota-se que ambas iniciativas carregam características de inovação em cinco áreas do jornalismo. Como conclusão, entende-se que a maior inovação está na proposta de valor e nas narrativas jornalísticas, semelhante em ambas iniciativas: transformar dados públicos ou fragmentados da mídia em conteúdo compreensível ao público.



Palavras chave: inovação; empreendedorismo; jornalismo.
Abstract

After crisis and restructuring of the business sector in journalism in Spain (2008-2014), some initiatives are examples of applied innovation in the sector. Therefore, this article analyzes the Citizen Civic Foundation - Technology applied to the transparency and the opening of data; And the project El Datadista - Journalism of data, research and new narratives to get out of the noise. Both are prominent in the Spanish media and journalism innovation rankings. The qualitative methodology of case studies and the application of a semi-structured questionnaire to journalists of such vehicles are used, according to the concepts of specialists in the area, whose objective is to answer the following question: where and how does innovation in journalistic enterprises analyzed? As results, it is noticed that both initiatives carry innovation characteristics in the five questions. As conclusions, it is understood that the greatest innovation lies in the value proposition and journalistic narratives, similar in both initiatives: transforming public or fragmented media data into publicly comprehensible content.



Key words: innovation; entrepreneurship; journalism.
Resumo

Tras la crisis y la reestructuración del sector de negocios en periodismo de España (2008-2014), algunas iniciativas son ejemplos de innovación aplicada en el sector. Por lo tanto, este artículo analiza la Fundación Ciudadana Civio – Tecnología aplicada a la transparencia y la apertura de datos; y el proyecto El Datadista - Periodismo de datos, investigación y nuevas narrativas para salir del ruído. Ambos figuran prominentemente en los medios de comunicación españoles y en rankings de innovación periodística del país. Se utiliza una metodología cualitativa del estudio de caso y un cuestionario semiestructurado a los periodistas de estos vehículos, de acuerdo con los conceptos de expertos del área, cuyo objetivo es responder a la siguiente pregunta: ¿dónde y cómo está la innovación en las empresas periodísticas analizadas? Como resultado, se observa que ambas iniciativas cargan características de la innovación en los cinco quesitos abordados. En conclusión, se entiende que la mayor innovación está en la propuesta de valor y en la narrativa periodística, similar en ambas iniciativas: la transformación de contenido de los medios de datos públicos o fragmentada comprensible para el público.



Palabras clave: innovación; emprendedorismo; periodismo.

1. Introdução

Considera-se 2007 como o último ano de ouro do jornalismo tradicional da Espanha, baseado em vendas de banca e assinatura, no apoio estatal aos canais públicos de TV e rádio e em grandes investimentos da iniciativa privada sob forma de anúncios na mídia em geral. Segundo a Associação de Editores de Jornais Espanhóis (AEDE2), o lucro de empresas jornalísticas no ano fora de 232.9 milhões de euros.

No ano seguinte, porém, começava a estourar a bolha imobiliária espanhola, e a crise econômica dos EUA que assolava todo o planeta também chegava ao país. A mesma AEDE publica que em 2008 o lucro das empresas jornalísticas caíra 95%. Nos seis anos seguintes, a venda de espaço para anúncios publicitários decrescera 67%.

A bibliografia que interpreta o fenômeno no país aponta como razões da derrocada do modelo jornalístico industrial a decadência dos suportes tradicionais de transmissão de informação e de promoção de anúncios, como o papel, as telas das TVs e os rádios convencionais; a falência do modelo tradicional de distribuição de jornais e revistas, baseado nos pontos físicos; e os novos comportamentos do consumidor de notícias, cada vez mais conectado, interessado nas próprias comunidades em detrimento da agenda setting e mais alheio ao pagamento de informação.

A disrupção tecnológica rompia o paradigma em que se baseavam os negócios jornalísticos. De fato, segundo informe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE3), os custos da impressão e distribuição de um jornal tradicional chegam a 52%. Por outro lado, os meios que se adaptassem às mudanças teriam mais chances de existir. A digitalização do processo informativo, por exemplo, barateou enormemente a produção, distribuição e consumo de notícias.

Inicialmente, as transformações no modelo de negócio jornalístico da Espanha ocorreram na mídia esportiva, com esta ocupando cerca de 17% do então crescente mercado espanhol de novos meios no fim dos anos 2000 (PLATERO: 2015); já o informe Anual de la Profesión Periodística4 da Espanha (GONZALEZ, 2015) mapeou essas mudanças ao longo dos anos. Em 2011, relatou a deterioração das redações e do sistema informativo; em 2012, registrou mudança de paradigma nas empresas jornalísticas espanholas, ao que GUTIERREZ (2013) classifica como a “derrocada dos empreendimentos tradicionais e o nascimento de novos negócios digitais”. Em 2013, o IAPP nota o crescimento exponencial de projetos jornalísticos autônomos, chamados de “empreendedores forçados”.

Apenas em 2014, os órgãos de análise de imprensa da Espanha consideram que o setor como um todo teria voltado a gerar lucros. As grandes empresas haviam inserido em seus processos e produtos características de empreendedorismo e de inovação, enquanto novas empresas digitais de informação despontavam como empreendimentos que nasciam com inovação no seu desenho de negócios.


  1. Referencial teórico

2.1 Empreendedorismo

O termo Empreendedorismo vem do latim. Imprehendere significa “empresa laboriosa e difícil” ou “pôr em execução”. A partir da Revolução Industrial dos séculos XVII e XVIII consolidou-se como a definição atual, “a prática de conduzir projetos e empreendimentos”. As características do que é empreendedorismo ou o que é ser empreendedor são estudadas desde então. Entre elas, estão o planejamento, a inovação, o poder e a realização. Outras identidades encontradas nos empreendedores são a auto-eficácia, os riscos calculados, o planejamento, a detecção de oportunidades, a persistência, a sociabilidade, a inovação e a liderança.

Já DRUCKER (1986) lembra como empreendedorismo transferir recursos econômicos de um setor de produtividade mais baixa para um setor de maior rendimento; e a habilidade de abrir seu novo, pequeno e próprio negócio. A concepção do empreendedor como agente de inovação remonta a Schumpeter. Para ele, trata-se de uma identidade em processo.  A ação empreendedora é uma resistência individual inovadora, em conflito com a tradição institucional:

Na vida econômica, deve-se sem resolver todos os detalhes do que deve ser feito. Aqui, o sucesso depende da intuição, da capacidade de ver as coisas de uma maneira que posteriormente se constata ser verdadeira, mesmo que no momento isso não possa ser comprovado, e de se perceber o fato essencial, deixando de lado o perfunctório, mesmo que não se possa demonstrar os princípios que nortearam a ação. (SCHUMPETER, 1961, p. 49)

O empreendedor criaria novos padrões de conformidade:



O empreendedor é aquele que realiza novas combinações dos meios produtivos, capazes de propiciar desenvolvimento econômico, quais sejam: 1) introdução de um novo bem; introdução de um novo método de produção 3) abertura de um novo mercado 6) conquista de uma nova fonte de oferta de matérias primas ou bens semimanufaturados; 7) constituição ou fragmentação de posição de monopólio. (Idem, 1961, p. 49)
Acompanhando as transformações no mercado, em 2008, começa a ser popularizada a expressão e as práticas do chamado “periodismo empreendedor” e da inovação nas escolas de jornalismo e nos centros de pesquisa em comunicação do país, cujo foco era compreender as mudanças do mercado de imprensa que estava a pleno vapor. Segundo SANCHEZ (2015), consiste:

(...) no conjunto de iniciativas lideradas por jornalistas para a criação de novos meios promovidos por si mesmos. Estão alheios ao modelo industrial cujo modelo acionário corresponde a grandes grupos de comunicação ou a empresas alheias ao setor. Caracterizam-se pela primazia do âmbito digital (conteúdos, aplicativos) em detrimento da estrutura analógica (papel). Por último, emprega-se intensamente a marca pessoal do jornalista como motor da promoção, através das redes sociais.
James Breiner, um dos pesquisadores mais profícuos em jornalismo empreendedor, promove a prática na sua página “Periodismo Empreendedor em Ibero-América”5, onde afirma que se deve

Aproveitar a grande oportunidade oferecida pela internet para mudar a estrutura, os conteúdos e a audiência da web com novas tecnologias, novos canais de distribuição, novas maneiras de pensar, o mercado de meios, como vender publicidade, novas fontes de recursos para meios e como dirigir uma organização (liderança). (BREINER, 2013, p. 133)
A busca por novos padrões de qualidade na concepção, produto, processo, distribuição e relacionamento das empresas, entre outros tópicos, também se desenvolveu no âmbito das empresas informativas. AVILES (2014), por exemplo, explica que, para o jornalismo, "a inovação é detectar um problema ou necessidade, encontrar uma solução original e desenvolvê-lo com sucesso. " Já na concepção de SANCHEZ (2015), a denominação “jornalismo empreendedor” comporta cinco elementos-chave: Propriedade e titularidade do novo meio por parte de jornalistas; Atuação digital e em dispositivos móveis; Marca pessoal dos jornalistas; Uso de novas narrativas jornalísticas; e Natureza da proposta de valor. Tais elementos serão utilizados na metodologia deste artigo.
2.2. Inovação

Para DRUCKER (1986, p. 189-191), a inovação deve considerar análise de oportunidades; deve ser tanto conceitual quanto perceptual; presida ser simples e concentrada; majoritariamente, começam pequenas, em pontos específicos; e, principalmente, uma inovação deve visar a liderança para se estabelecer no mercado. Tais características dialogam com os empreendimentos nativos digitais em jornalismo dos rankings de inovação, corpus desta pesquisa. O autor combina o conceito de inovação ao de empreendedorismo:



A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negocio diferente ou pum serviço diferente. Ela pode ser apresentada como uma disciplina, ser apreendida e ser praticada. Os empreendedores precisam buscar, com propósito deliberado, as fontes de inovação, as mudanças e seus sintomas que indicam oportunidades para que uma inovação tenha êxito. E os empreendedores precisam conhecer e por em prática os princípios da inovação bem sucedida.
Na Europa, o Guia da OCDE e Eurostat interpretam inovação como a versão de GONZALEZ (2011, p. 17), sendo
(...) a introdução de um novo - ou significantemente melhorado –produto (bem ou serviço), de um processo, de um novo método de comercialização ou de um outro método organizativo, nas práticas internas da empresa, a organização do lugar de trabalho ou das relações exteriores.

O conceito de inovação começa a ser adaptado aos empreendimentos de comunicação nos anos 2000. Para CHESBROUGH (2010), o conceito de inovação comporta tanto a transformação do negócio, quanto as novas barreiras que as mudanças geram. A inovação, aplicada às empresas, se daria de três formas: criação de novos mercados; sustentabilidade ou melhora incremental; eficiência dos processos ou na gestão. Já nas empresas jornalísticas, a inovação se classifica nas áreas de produto e serviço jornalístico; produção, comercialização e distribuição; e organização.




  1. Metodologia

Este artigo utiliza a metodologia qualitativa de estudo de casos e questionário semiestruturado. As bases conceituais de inovação de CARVAJAL (2014) e de jornalismo empreendedor de MANFREDI (2015) servem para gerar o questionário semiestruturado, aplicado em entrevistas com jornalistas empreendedores, que desenvolveram empresas de comunicação inovadoras, segundo os critérios dos pesquisadores anteriormente citados. Os empreendimentos escolhidos (a Fundación Ciudadana Civio – Tecnología aplicada a la transparencia y la apertura de datos6 e o site El Datadista - Periodismo de datos, investigación y nuevas narrativas para salir del ruído7) estavam listados em artigos de inovação de jornalismo, relatórios do setor de imprensa espanhola e em artigos de pesquisadores em inovação e emprendedorismo.

O estudo de caso é uma das variações da pesquisa quantitativa, cujo objeto é uma unidade que se investiga profundamente, tendo como objetivo proporcionar vivência na realidade abordada, que pode se alterar durante o trabalho de campo. Como diz GODOY (1995), o pesquisador deve estar aberto a atualizar seu esquema teórico ou metodológico.



O propósito fundamental do estudo de caso (como tipo de pesquisa) é analisar intensivamente uma dada unidade social (...) uma forma de se fazer pesquisa empírica que investiga fenômenos contemporâneos dentro de seu contexto de vida real, em situações em que as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não estão claramente estabelecidas, onde se utiliza múltiplas fontes de evidência".

(...) o pesquisador que pretende desenvolver um estudo de caso deverá estar aberto às suas descobertas. Mesmo que inicie o trabalho a partir de algum esquema teórico, deverá se manter alerta aos novos elementos ou dimensões que poderão surgir no decorrer do trabalho.
Como esclarece DUARTE (2004), entrevistas propiciam relações de contato no trabalho qualitativo de campo, ao mesmo tempo formais e informais, de forma a provocar um discurso que atenda aos objetivos de pesquisa:

Entrevistas são fundamentais quando se precisa/deseja mapear práticas, crenças, valores e sistemas classificatórios de universos sociais específicos, mais ou menos bem delimitados, em que os conflitos e contradições não estejam claramente explicitados. Nesse caso, se forem bem realizadas, elas permitirão ao pesquisador fazer uma espécie de mergulho em profundidade, coletando indícios dos modos como cada um daqueles sujeitos percebe e significa sua realidade e levantando informações consistentes que lhe permitam descrever e compreender a lógica que preside as relações que se estabelecem no interior daquele grupo, o que, em geral, é mais difícil obter com outros instrumentos de coleta de dados.
A entrevista semiestruturada, por sua vez, combinam perguntas abertas e fechadas, de forma que o interlocutor tenha a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto, como explica BONI e QUARESMA (2005). O método foi escolhido para este trabalho para direcionar o tema das conversações, ainda que haja liberdade para os entrevistados terem liberdade em suas respostas, enriquecendo a amostra:

O pesquisador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas ele o faz em um contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. O entrevistador deve ficar atento para dirigir, no momento que achar oportuno, a discussão para o assunto que o interessa fazendo perguntas adicionais para elucidar questões que não ficaram claras ou ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o informante tenha “fugido” ao tema ou tenha dificuldades com ele. Esse tipo de entrevista é muito utilizado quando se deseja delimitar o volume das informações, obtendo assim um direcionamento maior para o tema, intervindo a fim de que os objetivos sejam alcançados.

CARVAJAL (2014) propõe metodologia para estudar casos em empresas de jornalismo, homogeneizando critérios de análises em torno a quarto grandes áreas de inovação (e diversas subdivisões internas em tais eixos): o produto ou o serviço; os processos de produção ou distribuição; a natureza da organização da empresa; e as ações de comercialização e de marketing8.

No mesmo trabalho (2014), notam-se cinco áreas chave em qualquer processo de inovação jornalística no âmbito digital: estrutura, modelo jornalístico, relação com a audiência, canal e conteúdos. A metodologia de Carvajal se estrutura a partir de cinco perguntas obrigatórias, cada uma relacionada com uma área de inovação. Além das categorias definidas, são admitidas respostas múltiplas e abertas. Também é possível marcar várias respostas de uma mesma categoria, e um texto livre para justificar a informação:
1. Sobre a estrutura: o empreendimento é inovador na sua fundação? No seu capital? Na sua propriedade? Na sua fonte de recursos financeiros? Na sua filosofia?

2.Sobre o modelo jornalístico: a inovação está na relação com o público? Na prestação do serviço? No produto? Na organização da redação? No emissor das mensagens jornalísticas? Na dinâmica e circulação das notícias?

3. Sobre o canal: a inovação está na origem digital? Nos dispositivos móveis? Nos tablets? Nas smart TVs? Em sites e blogs? Em redes sociais?

4. Sobre a relação com a audiência: o caso é inovador pela interatividade produtiva? Na inclusão do conteúdo publicado em meios e redes sociais? No diálogo entre jornalistas e usuários? Na transparência produtiva? Na influência direta do público na agenda do meio?

5. Sobre o conteúdo: a inovação está nos temas? Nos gêneros? Na linguagem? No design? Na arquitetura da informação? Na multimidialidade? Na hipertextualidade? Nas novas narrativas? Nas fontes utilizadas? (CARVAJAL, 2014)

Adaptadas as bases do trabalho de Carvajal sobre pesquisa de inovação em jornalismo, e baseado nos conceitos fundamentais de jornalismo empreendedor de SANCHEZ (2015), foram desenvolvidas perguntas baseadas em cinco eixos, a fim de responder à questão: onde e como se dá a inovação no seu empreendimento jornalístico? Haverá desdobramentos possíveis e respostas únicas, múltiplas ou abertas, como no método semiestruturado:


1. Sobre a propriedade e posse do novo empreendimento de mídia, nas mãos de jornalistas:
Quem é/são os fundadores deste meio? Qual foi a/s motivação/motivações?
Quem o dirige? Jornalistas, administradores, equipe multidisciplinar?
Quem é o seu proprietário hoje?

2. Sobre o ambiente digital e móvel:


O meio é um nativo digital ou herdeiro de um projeto de jornalismo tradicional?
Quais são as características de multimídia digital (mobilidade, interatividade, colaboração, trabalho em rede etc)?
Como os leitores se relacionam/consumem seu conteúdo?

3. Sobre a natureza da proposta de valor;


O que ressaltar do seu modelo de negócio?
Qual é a identidade e a missão do produto jornalístico?
Qual é/como são as fontes de receita financeira do meio?

4. Sobre a utilização do novo jornalismo narrativo.


Qual é o estilo das notícias? Elas tendem a um gênero jornalístico?
Como as tornam atraentes para o público?
Como a narrativa utiliza a tecnologia?
Há participação do público no processo produtivo?

5. Sobre a marca pessoal dos profissionais:


Há marca/s pessoal/pessoais (assinatura, estilo, tema, opinião, etc) sobre o conteúdo do meio? Qual/quais?
Qual a relação com os leitores? Por exemplo, em redes sociais?
4. Estudo de casos

4.1. El Datadista
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Figura 3: página home do projeto Datadista.

Datadista é um empreendimento criado por dois jornalistas experientes, Ana Tudela e Antonio Delgado, segundo uma visão criada em seus anos de experiência em grande mídia tradicional.

O projeto utiliza como slogan "dados e narrativas para deixar o ruído" porque, além de dados concretos, crê ser necessário explicar os casos e dados que são fragmentados na mídia. Os principais casos de corrupção nos últimos anos na Espanha são um bom exemplo disso, onde a informação é tão ampla e se estende ao longo de tanto tempo que se torna muito difícil seguir e compreendê-la.

O modelo de negócio do projeto está baseado em criar uma base de leitores através do interesse crítico, para então conseguir anúncios9: Segundo Tudela10, Datadista é uma fórmula para entender as notícias que oferecem os meios; Delgado explica, dizendo que qualquer narrativa é válida, se compreensível ao público11:


4.1.1 Entrevista semiestruturada de Antonio Delgado, periodista de Datadista:
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Figura 2: jornalista Antonio Delgado (foto: Twitter)
Sobre a propriedade e posse do novo empreendimento de mídia:

El Datadista fue creado entre dos socios, la periodista Ana Tudela y yo. Llevávamos planeando eso y, en octubre de 2016, salimos a contar unas historias. Al final de diciembre, presentamos nuestro gran proyecto de investigación y datos, “Playa Burbuja”.

Como socios, estamos solamente Tudela Y yo. Pero contamos con diversos colaboradores para el proyecto. Luego, vamos a lanzar un libro sobre Playa Burbuja y vamos a contar con ellos para su producción.
Sobre o ambiente digital e móvel:
Intentamos aportar información siempre que tengamos algo diferenciado que contar. Nuestra periodicidad no es diaria, sino intentamos producir un contenido a la semana, pero actualizamos el contenido apenas cuando tengamos algo relevante, que permita explicar bien el tema.
Sobre a natureza da proposta de valor:
Este proyecto nasce de la necesidad de dar historias de investigación y bases de datos, basadas en formas alternativas de contárselas.

La mayor diferencia de abrir un negocio propio es tener control editorial sobre el producto. Es decir, es garantizar independencia y uno está fijando los temas que considera importantes, en detrimento de lo que puedan querer los medios. Damos los temas que creemos que tienen importancia. Nosotros somos los que decidimos donde damos foco.
Sobre o modelo de financiamento:
Ahora estamos en una fase muy inicial. Hicimos un pequeño lanzamiento del proyecto (el sitio Datadista) y seguimos poniéndolo en marcha, publicando una serie de contenidos. Ahora, en diciembre, hemos iniciado nuestro gran proyecto de investigación (Playa Burbuja) y la fórmula de financiación que hemos elegido para ese proyecto es mediante el crowdfunding.

Esto no significa que todos nuestros proyectos van a tener el mismo método de financiación, ni que sea el único modelo que vamos a utilizar. En concreto, hemos utilizado este método para financiar el proyecto Playa Burbuja porque nos pareció la mejor forma de hacerlo. En este proyecto de investigación, por ejemplo, queremos ser independientes de anunciantes, patrocinadores etc.

Por otro lado, en este proyecto estamos ofreciendo a los financiadores el libro impreso, utilizando el crowdfunding como un sistema de preventa.
Sobre a utilização do novo jornalismo narrativo:
Estamos enfocados en investigación y periodismo de datos. Son las dos disciplinas en las que estamos especializados. Después intentamos hacer un periodismo de contexto y explicativo, utilizando nuevas narrativas.
Que son las nuevas narrativas? En realidad, no nos cerramos en ningún tipo de formato. Ahora, estamos publicando un libro, pero al mismo tiempo estamos publicando videos animados, que están hechos principalmente para redes sociales. Nosotros utilizamos todas las herramientas y formatos disponibles en función de las historias, para llegar a la audiencia de forma más comprensible.
Sobre a marca pessoal dos profissionais:
Sobre la marca personal, si entras en nuestro perfil de Twitter, está anunciado el proyecto Datadista como de Ana y mío. O sea, estamos usando nuestras marcas personales para impulsionar nuestro propio proyecto. En verdad, estamos utilizando nuestra marca personal para impulsionar la marca del Datadista.
4.2. CIVIO


Figura 1: página home da Fundação Civio.

Espanha não tinha lei de acesso à informação até 2013. Em outras palavras, um cidadão não tinha direito de acessar a arquivos e dados públicos. Dois anos antes, o tema de transparência pública entra na agenda pública espanhola. Nesse contexto, os fundadores de Civio - dois espanhóis, um técnico de informática e um especialista em investimentos - , que tinham conhecimento de instituições que forneciam acesso à informação, como a Fundação Sunshine (EUA), Accessinfo.com e Transparência Internacional, resolveram fazer o mesmo, criando uma instituição que promovesse uma lei de transparência na Espanha, cuja principal ferramenta era a tecnologia.

Utilizar jornalismo em Civio foi uma decisão baseada na ideia que os cidadãos precisam de contexto e linguagem informativa para compreender a informação que pedimos o governo. No início, a ONG trabalhou em colaboração com a mídia tradicional. Mas em 2012 decidiram arcar com os próprios projetos, longas investigações, como menciona Javier de Vega (2016), “projetos jornalísticos tecnológicos”.

Hoje, CIVIO tem reconhecimento nacional e estrangeiro, como ser a primeira organização jornalística da lista de inovação do ranking de GONZALEZ (2014), além de ganhar prêmios como o Gabriel García Márquez e o Data Journalism Awards, ambos em 2016:



4.2.1 Entrevista semiestruturada de Javier de Vega de la Sierra, jornalista relações públicas de Civio:

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Figura 4: jornalista Javier de Vega. (foto: Civio)

Sobre a propriedade e posse do novo empreendimento de mídia:

Somos un equipo de diez personas. En día a día, son ocho. Somos tres periodistas, contando conmigo, en comunicación. Otros tres técnicos, creando apps, otra persona buscando finanzas y colaboración. Otra persona a tiempo complete con instituciones públicas para crear proyectos conjuntos.



Hoy, tenemos tres proyectos de periodismo. Medicamentalia , por ejemplo, es un proyecto sobre acceso a vacunas en el mundo. Luego, proyectos más técnicos, para que se abran datos gubernamentales, con las cuales hacemos aplicaciones para acceso del publico.

Sobre o ambiente digital e móvel:

Nuestra principal interlocución con lectores es el email. Pues recibimos miles de emails sobre leyes y cuestiones de administración pública. Tenemos el deber como ONG en constestar las dudas.

Pocas veces interactuamos con comunidad para generar temas, pues somos muy específicos. Cuando lo intentamos, fue difícil. Como cuando quisiéramos relacionar figuras públicas y empresariales, pidiéndo a la gente que mandara fotos si viera gente así en eventos públicos. Muy poca gente se nos envió, no fue un éxito.

Somos más unidirecionales. No utilizamos tecnología para interactuar con el publico, sino para enseñar la información completa. La tecnología nos sirve para sacar información a la persona. Uno solo no podría hacerlo, pero con tres informáticos se puede hacerlo. Nuestro uso de la tecnología es para hacer las administraciones mostrar su servicio más fácil al ciudadano o para nosotros sacarmos grandes cantidades de datos para hacerse uso en el periodismo.

Sobre a natureza da proposta de valor:

Somos una ONG, trabajamos sobre la administración pública, no como diario. Este es nuestro espírito. Somos una ONG, pero lo que nos gusta es el periodismo.

Somos pequenos, no tenemos mucho tráfico (menos de 2 millones de personas en todos proyectos y redes) para anuncios publicitarios. Pero es muy difícil financiarse cuando la organización de periodismo es pequena. Buscamos otras líneas de trabajo para financiarmos.

Sobre o modelo de financiamento:

Civio tiene tres Fuentes principales de financiación. Un de pequenos donantes, que pagan cuotas mensuales o anuales, para apoyar proyecto de CIVIO, un 10% de los ingresos (400 mil euros anuales de presupuesto); Un 40% de apoyos institucionales, como la Open Society Fondations, y proyectos europeos y consorcios con universidades o periodicos. Luego, la principal, es prestar servicio, abriendo datos de la administración pública. Creamos un buscador que hace visualizar gastos públicos, y otras administraciónes nos contrataron. Fue un 50% de nuestros ingresos en 2016.

Sobre el uso de nuevas narrativas periodísticas:


Nuestra narrativa es visual. Tenemos especialistas en visualizaciones de datos, como buscadores, gráficos, que uno puede explorar. Tratamos de encontrar el gráfico adecuado para cada tipo de información. Casi todos los que hacemos son interactivos, explorando o filtrando datos.
Hoy, tenemos más vídeos en entrevistas, para ver si la gente como consume, pero la mayoría es textual y artículos de largo formato porque son investigaciones largas.
Narrativamente, son proyectos separados. Cada investigación tiene su propio microsite, con buscador para la gente puede explorar; luego hay artículos periodísticos, además de contenidos formativos, con explicación sobre leyes, complejas.
Desarrollamos passo a passo para reproducir nuestra metodologia. Sobre el proyecto de vacunas (Medicalia), buscamos periodistas para que repliquen nuestra metodologia de investigación y nos obtengan datos. Abrimos la metodologia y así vamos ampliando países.

Sobre la marca personal de los profesionales:


La persona que dirige el área periodística es Eva Belmonte, una periodista que trabajó durante diez años en el diário El Mundo. En 2012, huvo un corte y la despidieron. En su casa, hizo un proyecto personal, El Boe Nuestro de Cada Día (blog sobre el diário oficial de España), dando contexto a las decisiones del gobierno.
Civio la conoció así y enotnces la fichamos, integrando su blog elboenuestrodecadadia. De hecho, es el producto más leído de Civio todos los días. Eva hoy día es muy conocida con su marca. Todos médios llaman a Eva para tratar de temas del gobierno. Su imagen y marca están muy ligadas a Civio, cambiamos mucho entre ONG y ella.



  1. Resultados

Em relação à primeira pergunta, sobre a inovação pela propriedade e posse do novo empreendimento de mídia em mãos de jornalistas, o jornalista Antonio Delgado assume a propriedade de Datadista, junto a sua sócia, também jornalista de carreira, Ana Tudela, o que já confirma um dos quesitos de inovação de empreendimentos jornalísticos de Manfredi (2015); já Civio não tem proprietários, dado que é uma ONG, mas apresenta inovação na interdisciplinaridade de sua equipe, com jornalistas, técnicos em TI e assessores jurídico/fiscais, com mesma importância no projeto.

Em relação à segunda pergunta, sobre a inovação pelo ambiente digital e móvel, Datadista informa seus conteúdos pelo seu site, suas redes sociais e pelos canais de seus sócios fundadores. Delgado (2017) afirma que o projeto só publica conteúdo quando lhes parece pertinente, liberando-se da periodicidade. Já Civio se mostra bem mais tradicional no ambiente digital e móvel, utilizando relatórios em PDF sobre suas investigações e respondendo a e-mails dos leitores que tem dúvidas específicas sobre os temas de cobertura.

Em relação à terceira pergunta, sobre a natureza da proposta de valor, El Datatista se afirma que melhora a informação fragmentada na mídia tradicional, tornando-a compreensiva através de investigação e novas narrativas. Também valorizam o controle editorial do conteúdo. O projeto se mantém pelo capital dos sócios, mas tem projetos de financiamento, como o de crowdfunding para um livro a ser lançado. Civio, por sua vez, se vê como uma ONG, que tem o dever de atender à comunidade, no caso, extraindo informação dos órgãos estatais e tornando-os públicos e de fácil acesso e compreensão. Para tal, recebe financiamento de doadores individuais, de instituições e de clientes públicos, após prestação de serviço de organização de dados

Em relação à quarta pergunta, sobre o uso de novas narrativas jornalísticas, ambos projetos apostam no formato visual, menos em vídeos (usados para promover o conteúdo nas redes) e mais em infográficos e apps que organizam e fazem visualizar conteúdo. Enquanto Datadista escolhe os formatos segundo as histórias e a forma mais compreensível de contá-las ao leitor, Civio tem narrativas mais definidas, como buscadores, artigos, boxes explicativos e gráficos.

Em relação à última pergunta de pesquisa, sobre a marca pessoal dos jornalistas, Delgado confessa que utilizam suas marcas pessoais, como seus anos de experiência e prêmios internacionais, para impulsionar El Datadista. Algo parecido ocorre com Civio, com a utilização do trabalho pessoal da jovem jornalista de dados Eva Belmonte para promover a marca da ONG na imprensa.


  1. Conclusões

Sobre a pergunta do artigo - onde e como se dá a inovação nos empreendimentos jornalísticos analisados? - As respostas ao questionário semiestruturado revelam semelhanças entre as duas iniciativas analisadas. Todos os cinco elementos de inovação, aplicados em empreendimentos jornalísticos definidos por SANCHEZ (2015) e aplicados através de pesquisa semiestruturada aparecem nas respostas dos jornalistas representantes dos veículos. Porém, entende-se que a maior inovação está em dois dos cinco elementos: na proposta de valor e nas narrativas jornalísticas. Além disso, mostram-se semelhantes em quanto ao método das iniciativas em aplicar a inovação: transformar dados públicos ou fragmentados da mídia em conteúdo compreensível ao público.

A inovação na propriedade jornalística dos veículos de informação parece ser mais uma consequência da carreira dos experientes jornalistas Ana Tudela e Antonio Delgado que a busca por inovação; no caso de Civio, a interdisciplinaridade da equipe é típica de ONGs, indicando que a inovação esteja mais no fato de a entidade haver escolhido jornalismo como ferramenta de trabalho. A inovação pela marca pessoal também parece consequência da carreira dos profissionais, transferindo o prestígio pessoal dos jornalistas aos projetos, bem como seu estilo de trabalho e linha editorial.

Já a inovação no uso da internet e dos dispositivos móveis está na média dos demais meios digitais espanhóis, no caso, utilizar os canais digitais e as redes sociais para promover o projeto em Datadista. Nesse quesito, Civio está passos atrás, trabalhando basicamente com site e e-mail para diálogo com o seu público.

Finalmente, a inovação pela natureza da proposta de valor se revela mais latente em ambos casos. A intenção de extrair dados ocultos na burocracia da administração pública ou fragmentados nas várias publicações disponíveis coloca ambos empreendimentos na ponta do que se entende por jornalismo de dados. A inovação pela narrativa jornalística também é destaque nas iniciativas, principalmente em Civio, pela metodologia empregada: microsites, aplicativos, gráficos e infográficos, relatórios longos e boxes explicativos, todos combinados. Já Datadista trabalha com narrativas distintas em cada cobertura, mas sempre utilizando o vídeo para esclarecer temas.


Referências

BONI, Valdete; QUARESMA, Sílvia Jurema. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Em Tese, v. 2, n. 1, p. 68-80, 2005.


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1 Doutor em Comunicação e Cultura pelo PROLAM-USP; Mestre em Comunicação e Semiótica e Bacharel em Jornalismo pela PUC-SP; pesquisador de estância curta na UCLM (2017), na UNAV (2015) e na UCSD (2012); Professor pesquisador do MPPJM da ESPM-SP e da UPM; jornalista com trabalhos na TV Cultura e na Agência EFE.

2 www.aede.es

3 www.oecd.org

4 http://www.apmadrid.es/publicaciones/informe-anual-de-la-profesion/

5 http://newsleaders.blogspot.com.es/

6 www.civio.es

7 https://datadista.com/

8 O modelo de Carvajal é considerado integrador e pormenorizado, pois classifica tipos de inovação, o grau de rupture, sua base tecnológica, a finalidade das inovações, e foi utilizado pelos pesquisadores que elaboraram o Ranking de la Innovación Periodística 2014, onde é citada uma das iniciativas analisadas neste artigo.

9Todo proyecto que ha comenzado en internet ha empezado a monetizarse cuando ha conseguido atraer a una masa crítica suficiente. Y para nosotros los medios lo que no hemos utilizado hasta ahora es quizás esa idea: primero la masa crítica, primero demuestra que tu producto interesa y después ya vendrán los anunciantes. (GONZALO, 2014)


10 A través de datos, investigación y nuevas narrativas vamos a mostrar de una forma visual lo que está pasando. Vamos a dar muchas vueltas para ayudar a mejorar la información, que todo el mundo lo entienda. Hay mucha gente que no se acerca a determinada información porque les parece compleja. (PADRON, 2016)


11 Este absurdo debate que hemos tenido, no sólo papel-online sino en cuanto incluso al propio formato. Una investigación periodística puede terminar siendo un vídeo corto que se mueva en redes sociales. El formato no indica la categoría de la calidad periodística del trabajo, podemos hacer periodismo en cualquier tipo de soporte. (GONZALO, 2014)




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