Da mensagem esportiva



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GT: ESTUDIOS SOBRE PERIODISMO

COPA DO MUNDO DE FUTEBOL

ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO JORNALÍSTICA

DA MENSAGEM ESPORTIVA


LA COPA DEL MUNDO DE FUTBOL

ANALISIS DE LA CONSTRUCCION PERIODISTICA

DE LOS MENSAJES DEPORTIVOS

VERA REGINA TOLEDO CAMARGO1

SERGIO RICARDO QUIROGA2

RESUMO


Este estudo teve como meta compreender as tendências utilizadas na chamada das matérias esportivas, frente ao evento da Copa do Mundo de Futebol, realizado na França/98. Assim como, identificar os gêneros jornalísticos utilizados (opinativos/informativos), na construção da mensagem. Foram analisados dois jornais Correio Popular e Folha de São Paulo, no período de 01 de junho à 18 de julho de 1998.

Este estudio busca comprender las tendencias utilizadas en las llamadas materias deportivas frente a un evento como la Copa del Mundo de Fútbol realizado en Francia 98. También pretende identificar los géneros periodísticos (de opinión, e información) en la construcción de los mensajes. Fueron analizados el diario Clarín y el Diario de la República en el período del 01 de junio al 18 de julio de 1998.



INTRODUÇÃO


Desde a primeira disputa esportiva da Copa do Mundo de Futebol em 1930, estiveram presentes interesses políticos, econômicos e sociais. Essa edição de número 16, também não foi diferente. Verificamos essas tendências nitidamente. A equipe de futebol do Irã derrotou a equipe dos EUA em um dos jogos e esse feito foi comemorado com faixas de oposição aos governantes dos dois países. Foi a partida mais “politizada” desta Copa. A possível interferência da NIKE sobre o resultado final da disputa, com a vitória da França sobre o Brasil, invadiu os noticiários. Não se pode afirmar nada, entretanto o público tomou ciência dos aspectos mercadológicos que envolveram e envolvem a seleção canarinho. Nesse mesmo sentido Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil se utilizou desse “marketing” para solidificar sua reeleição à presidência do Brasil. Lula e FHC conviviam com as noticias da Copa, o mesmo acontecendo com a disputa pelo governo paulista entre Maluf, Rossi e Mário Covas. A morte do cantor sertanejo Leandro, da dupla Leonardo e Leandro, também esteve muito presente na mídia.

Pela primeira vez, pudemos acompanhar as disputas diretamente pelo computador, foram mais de 1 milhão de usuários, segundo dados divulgados pela Folha (2/6/98). A falta de informações sobre os problemas ocorridos com a seleção brasileira na final do campeonato contra a seleção da França, possibilitou o aparecimento de diversos tipos de especularização e os hackers invadiram o site da CBF e substituíram a página de abertura por um texto que indicava uma conspiração informando que o Brasil tinha se vendido, em troca de ter a sede da Copa do Mundo de 2002. Uma traja vermelha foi colocada sobre a foto da seleção brasileira. Esses fatos estiveram presentes no período pesquisado, e alimentaram a imaginação do leitor aficionado pelo futebol.

Desde la primera disputa de la Copa del Mundo de Fútbol en 1930 estuvieron presentes intereses políticos, económicos y sociales. No fue diferente en el mundial de Francia 98.

El fútbol es cada vez más un hecho político. Llegar a la presidencia de la FIFA significa estar entre los personajes más poderosos del planeta. En el mundial de Francia 98, el plantel iraní se quejó amargamente por una película que se emitió por televisión. Culparon al gobierno francés y decían que era una campaña en su contra, antes del partido con los Estados Unidos. En la Gazzeta dello Sport, el escritor colombiano Gabriel García Marquez expresaba su pesimismo por la suerte de su selección y advertía que “el fútbol es en Colombia, un instrumento para conquistar el poder”. El presidente argentino Carlos Menem inauguró las emisiones del programa “El equipo del Mundial” producido por T & C y brindaba pronósticos. Menem es uno de los políticos más “mediáticos” de Argentina.

En Argentina, se siguieron con gran atención los encuentro del seleccionado. Los partidos Argentina-Inglaterra y Argentina-Holanda hicieron que el interés creciera. Por vez primera, además pudieron seguirse los encuentros por la computadora a través de la “red de redes”.

Expertos en política de los estados Unidos convirtieron a los medios de comunicación en un espacio para debatir sobre el fútbol que reivindica el rol de las naciones en un mundo globalizado. “El estado nación esta vivo y coleando en los campos de fútbol franceses “ escribió el politicólogo Hogland.

La propia FIFA ingresó a la red para verificar el penal de Brasil-Noruega. La prueba del delito que la televisión no mostró se publicó en internet. (www.nrk.no/vm98) Claramente se advirtió la imagen del delantero noruego Tore Flo y el defensor brasileño Junior Baiano, previa al penal que sancionó el árbitro estadounidense Esfandiar Baharmast. La fotografía fue usada por la FIFA para defender al señor de negro y demostrar que no se equivocó al conceder el polémico penal. Según David Will, presidente del Comité Arbitral, la foto mostró el incidente exacto.

PERFIL HISTÓRICO DO CORREIO POPULAR


Segundo Marques de Melo & Queiroz (1998) a fundação desse jornal deu-se em 04 de setembro de 1927, pelo jornalista Álvaro Ribeiro. Mudou de dono pela primeira vez em 1938. Ele foi comprado por três grupos empresariais, representados por Sylvino de Godoy, José de Oliveira Santos e Joaquim de Souza Ribeiro. Em 1993, a família de Souza Ribeiro alienou suas ações em favor dos outros sócios, tornando-se o grupo Godoy o acionista majoritário. Hoje o presidente é Sylvino de Godoy Neto.

Com uma tiragem de 50.000 exemplares nos dias de semana e de 80.000 aos domingos, o Correio Popular atinge 93 municípios em torno da cidade de Campinas. A periodicidade é de 7 dias por semana. Seu formato é standard, a impressão é em off-set.


PERFIL HISTÓRICO DA FOLHA DE SÃO PAULO


Segundo Marques de Melo & Queiroz (1998) em 19 de fevereiro de 1921, Olival Costa e Pedro Cunha fundaram o jornal Folha da Noite. Em 1925 apareceria também a Folha da Manhã. E em 1949 a Folha da Tarde. Da fusão dos três títulos surgiria em 1960, a Folha de São Paulo. De 1921 até hoje, passou por diversas mãos. Em 1945, a empresa foi adquirida pelo jornalista José Nabantino Ramos e passou a ser Empresa Folha da Manhã S.A.

Em 1962 a Empresa Folha da Manhã S.A foi vendida para os empresários Octávio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho. Sob nova direção, a Folha de S.Paulo inicia uma revolução tecnológica, transformando-se, a partir de 1980, no diário de maior circulação e de maior influência no Brasil.Em1992 Carlos Caldeira Filho deixa a sociedade, assumindo a família Frias o total controle acionário da empresa. Circula sete dias por semana. Também tem um formato standard, a impressão é em off set. A tiragem cotidiana atinge 80.000 exemplares e no Domingo 140.000 exemplares.

EL PERFIL HISTORICO DEL DIARIO CLARIN

El 28 de agosto de 1945, con la escena informativa claramente dominada por la postguerra, el periodista Jorge Roberto Noble, ex-disidente del socialismo en la década del 20, fundador del socialismo independiente, ex –ministro del interior del gobierno conservador de Manuel Fresco en la provincia de Buenos Aires de los años 30 y estanciero, lanzó el diario Clarín. Con pocas personas, en un departamento de dimensiones reducidas en la calle Moreno, cerca de Once, sin imprenta propia, Clarín salió a la calle con la idea de apoyar los cambios agrícola-ganadero que aspiraba a hacerse fuerte en grandes, medianas y pequeñas industrias.

Desde 1993, el propio diario aceptó que era un grupo de telecomunicaciones y se convirtió en un holding. Hoy el grupo Clarín tiene el diario del mismo nombre, participación mayoritaria en Canal 13 de TV, participación mayoritaria en Radio Mitre y FM 100, canal de cable Multicanal de Argentina, participación mayoritaria en Papel Prensa, agencia de Diarios y Noticias (DYN), Nueva, revista para diarios del interior, participación en Torneos y Competencias (T & C), editorial de libros Clarín Aguilar, Centros de Estudios de la Opinión Pública (encuestadora), Medicus, participación en radiofonía celular del interior, editorial de revistas (Elle), empresa productora de eventos artísticos, y estudios de televisión Buenos Aires Televisión.

EL PERFIL HISTORICO DEL DIARIO DE LA REPUBLICA

El 2 de mayo de 1966 se conoció en Diario de San Luis. Fue el nombre original de lo que más tarde se llamó el Diario de la República. El matutino fue fundado por los hermanos Pérez y en la actualidad es el único diario de tirada provincial en la región de San Luis.

En los años 80 cambió de dueño. La empresa fue vendida al entonces Senador de la Nación Dr. Alberto Rodríguez Saá. En los años 90 modernizó su sistema de impresión y concentró la publicidad del Gobierno de la Provincia de San Luis. Hoy muestra un estilo de redacción apelativo y editorializante


METODOLOGIA


A pesquisa iniciou dia 01/06, justamente para poder entender os preparativos da seleção para a disputa da última Copa do século e entender como a mídia observou esses momentos. Os jogos amistosos, a concentração, os jogos decisivos e o desembarque da seleção, permearam o trabalho. Finalizou dia 18/07 para poder acompanhar o “dossie Ronaldinho”, referência aos acontecimentos envolvendo o jogador na final contra a França.

Foram escolhidos dois jornais, um no âmbito regional Correio Popular da Cidade de Campinas e um nacional Folha de S.Paulo, nesses dois periódicos, foram realizados um levantamento das chamadas das matérias, ou seja foi elencado todos os cabeçalhos das matérias e agrupados por temas em cinco categorias3 . Ficou assim constituído os temas relacionados com:

VITÓRIA,

DERROTA,


ASPECTOS POLÍTICOS,

ASPECTOS SOCIAIS

AUTO-CONFIANÇA/PRESTÍGIO.

Após levantamento dos temas e sua categorização, encontramos três tendências utilizadas pelos jornalistas para veicular suas matérias, essas foram denominadas de jargões.

Os jargões esportivos mais utilizados fazem referências à violência, criatividade (jogos de palavras) e a informação objetiva. Esses três elementos foram os mais utilizados pelos jornalistas para se expressarem a vitória ou derrota, os aspectos políticos e sociais, assim como auto-confiança/

La investigación se inició el día 01-06-98 con la idea de poder comprender los preparativos de la selección argentina para la disputa de la última copa del siglo y analizar como fueron las coberturas de los medios en esos momentos. Los partidos amistosos, las concentraciones, los juegos decisivos, la llegada de la selección a Francia y su trabajo posterior. Finalizó el día 18-07-98 cuando el mundial ya había finalizado y Argentina ya había sido eliminada en su encuentro frente a Holanda.

Fueron seleccionados dos diarios, uno de ámbito regional el “El Diario de la República” y uno nacional , el Diario Clarín. El material de los dos diarios fue analizado en cinco categorías temáticas:

VICTORIA

DERROTA


ASPECTOS POLITICOS

ASPECTOS SOCIALES

PRESTIGIO/AUTOCONFIANZA

De análisis de los contenidos de los temas y su categorización encontramos tres tendencias utilizadas por los periodistas para contruir los mensajes periodísticos. Esas formas las denominaremos “jergas”.

Las jergas deportivas más utilizadas hacen referencia a la violencia, a la creatividad (juego de palabras) , y a la información. Estos tres elementos fueron los más utilizados por los periodistas para expresar la victoria, la derrota, los aspectos políticos, los aspectos sociales y el prestigio y la autoconfianza.

Las categorías fueron creadas con la idea de agrupar los temas contenidos en los mensajes periodísticos que se referían a la Copa Mundial de Fútbol.


AS CATEGORIAS ENCONTRADAS NO CORREIO POPULAR



VITÓRIA


DERROTA

ASPECTOS POLÍTICOS

ASPECTOS SOCIAIS

AUTO-CONFIANÇA

PRESTÍGIO



  • Show: Brasil triunfa no melhor jogo do mundial e está na final (8/7)

  • Lágrimas marcam derrota (13/7)

  • CBF recua e leva seleção a FHC (11/7)

  • Racismo cordial: Preconceitos entre negros e brancos afeta futebol (6/7)

  • O dia do triunfo (12/7)












  • Que venha os inimigos (3/7)

AS CATEGORIAS ENCONTRADAS NA FOLHA DE SÃO PAULO



VITÓRIA


DERROTA

ASPECTOS POLÍTICOS

ASPECTOS SOCIAIS

AUTO-CONFIANÇA

PRESTÍGIO



  • Brasil espreme laranja mecânica (8/7)

  • É da França (13/7)

  • Seleção vai a FHC depois da final (11/7)

  • Não encontrado

  • Vamos lá meninos da Pátria (12/7)












  • Sede de vencer (7/7)

LAS CATEGORIAS ENCONTRADAS EN EL DIARIO CLARIN




VICTORIA

DERROTA

ASPECTOS POLITICOS

ASPECTOS SOCIALES

AUTO-CONFIANZA

PRESTIGIO



La selección armó un show de

Goles 21-06-98



Una despedida a la inglesa

02-07-98


Más tensión por Irán-EUU

18-06-98


Tiempos violentos 16-06-98

Ortega –Lo único que quiero es

jugar 14-06-98


Cantó la victoria desde el corazón 01-07-98






La publicidad y las pasiones

11-07-98


Cartas a la selección

05-07-98






LAS CATEGORIAS ENCONTRADAS EN EL DIARIO DE LA REPUBLICA




VICTORIA

DERROTA

ASPECTOS POLITICOS

ASPECTOS SOCIALES

AUTO-CONFIANZA

PRESTIGIO



Con un fútbol en alza, Argentina “bailó” a Jamaica 22-06-98

Holanda terminó con las aspiraciones de Argentina

05-07-98


Blatter ganó el primer partido del mundial 09-06-98

Los japoneses lloraron por las entradas 12-06-98

El romance del Batigol con la red fue lo mejor 22-06-98

La convicción de Francia fue la clave para la conquista de la Copa 14-07-98















CONCLUSÃO


Os dois periódicos Correio Popular e Folha de São Paulo até o dia 10/06 quando do início da competição divulgaram 20% e 30% respectivamente de informações sobre a Copa, em relação as informações esportivas. E as informações esportivas (Copa e demais esportes) não ultrapassaram 10% e 17% respectivamente das informações contidas nos dois diários.

Após os primeiros jogos, as matérias cujo conteúdo era sobre o Mundial de futebol chegou a 50% do total de mensagens esportivas, mas após a primeira semana de jogos constatamos que 75% das matérias esportivas foram relacionadas ao evento Copa do Mundo e 25% compartilhado com outros esportes, essa tendência foi registrada na Folha de São Paulo, entretanto no Correio Popular, encontramos 80% de informações sobre o mundial e 15 % destinados a outros esportes.

Os dois jornais apresentaram um caderno especial sobre a Copa, além do caderno de esportes, que é fixo. “Correio na Copa” com 10 a 12 páginas era produzido pelo Correio Popular , “Copa 98” com 12 a 14 páginas era o título do caderno especial da Folha de São Paulo. Nesses encontramos matérias sobre política, história, moda, modismo. Os cabelos coloridos dos jogadores, os uniformes, o comportamento das torcidas, as diferentes formas de festejar das torcidas. Muitas matérias culturais sobre os países, os aspectos mais típicos de cada país. Entretanto, um fato interessante aconteceu no dia 13/06 ,esses cadernos já deviam estar prontos porque nesse dia, o Correio Popular, assim como a Folha publicaram dois cadernos. Era nítido perceber que um deles era destinado a conquista do Penta-campeonato, o que não aconteceu, mas as matérias foram aproveitadas.

Os gêneros jornalísticos mais utilizados na construção das mensagens esportivas foram os opinativos com 54 % nesse encontramos colunas assinadas pelos comentaristas, artigos assinados pelos colaboradores, análise de jogos, quadros e charges. O gênero informativo ficou com 46 %. Esses dados foram comuns aos dois periódicos.

Ao categorizar os temas das chamadas das matérias em cinco grupos relacionados à :

vitória;


derrota;

aspectos políticos

aspectos sociais

auto-confiança/prestígio

Encontramos três tendências utilizadas pelos jornalistas para se expressarem. Esses utilizam jargões que fazem referências à violência, criatividade e a informação objetiva. Nesse sentido a Folha de São Paulo utilizou-se de 60% de jargões que fazem referência à violência, 25% ao recurso da criatividade (jogos de palavras) e 15% relaciona-se com a informação objetiva. Entretanto encontramos no Correio Popular uma tendência diferenciada 45 % utilizado ao recurso do jogo de palavras (criatividade); a informação mais objetiva ficou com 35 % e as palavras que induzem à violência ficou com 20%. Não estamos afirmando que a Folha induz o leitor à violência, mas as palavras usadas pelos jornalistas poderiam ser modificadas.

Conclui com essa pesquisa que o jornalista esportivo deveria construir sua mensagem com mais criatividade utilizando-se dos jogos de palavras e que não deveriam utilizar jargões que fazem referencias à violência. Acredito que poderá ser um dos primeiros passos para que a violência nos esportes possa ter um fim . Os jornalistas e comentaristas esportivas tem muita influência sobre os espectadores e telespectadores e desse modo, poderiam estar contribuindo para melhorar a Comunicação Esportiva.

Cuadro de los cuatro diarios:

DIARIOS

géneros periodísticos más utilizados

FOLHA SAO PAULO - CORREIO

opinativos 54% - informativos 46%

CLARIN Y EL DIARIO DE SAN LUIS

Opinativos 56% - informativos 44 %

Porcentajes

DIARIOS

VIOLENCIA

CREATIVIDAD

INFORMACION

FOLHA DE SAO PABLO

60

25

15

EL DIARIO DE LA REPUBLICA



45

25

30

Los dos periódicos: El Diario de la República y Clarín divulgaban entre un 25% y un 35% de información sobre la Copa sobre el total de información deportiva el día 10 de junio, fecha en que se inició la disputa de la Copa del Mundo. El total de información deportiva (Copa del Mundo y demás deportes) era entre un 10% a un 20% del total de información contenida en el diario.

En los primeros juegos, la temática cuyo contenido era sobre el Mundial de Fútbol llegó a ser un 50% del total de los mensajes deportivos y en la primera semana constatamos que el 75% del contenido de las páginas de deporte estaba referido a la Copa y el 20% dedicado a otros deportes. Esta tendencia fue registrada en el diario Clarín. En tanto, en el Diario de la República encontramos un 65% de noticias referidas al Mundial y un 30% destinado a otros deportes o al deporte de la región

Los dos diarios presentaron un “cuaderno” o suplemento especial sobre la Copa. En el Diario de la República el suplemento se denominó “Multitud” y tenía 16 páginas. Cuando Argentina fue eliminada el suplemento se redujo a 8 páginas. En el diario Clarín el suplemento se denominó “Mundial” y tenía 28 páginas. Encontramos en él la descripción y en análisis de temas políticos, históricos, sociales e información y notas de color. La participación de destacados columnistas, de ex -jugadores de fútbol recordando sus experiencias en los mundiales, la obtención de la Copa de Argentina en 1978 en plena dictadura militar y las relaciones del plantel argentino con la prensa fueron algunos de los aspectos destacados.

Los géneros periodísticos más utilizados en la construcción de los mensajes deportivos fueron opinativos en un 56%. Allí encontramos columnas asignadas a los comentaristas, artículos escritos por los colaboradores, análisis de juegos, cuadros y estadísticas. El género informativo tuvo un 44%. Estos datos fueron comunes en ambos periódicos.

La categorización de los temas contenidos en los periódicos fueron divididos en cinco grupos para su relevamiento.

Victoria


Derrota

Aspectos Políticos

Aspectos Sociales

Prestigio/Autoconfianza

Encontramos tres tendencias utilizadas por los periodistas para expresarse. La utilización de jergas que hacen referencia a la violencia, a la creatividad y a la información pura u objetiva. En ese sentido, Clarín utilizó un 50% de jergas que hacen referencia a la violencia, un 35% que hacen referencia a la creatividad o juego de palabras y un 15% relacionado a la información pura u objetiva.

En tanto, encontramos en el Diario de la República una tendencia similar. Este medio no tenía corresponsales en Francia y recibía casi toda la información de cables de las agencias de noticias. Un 45% de información que hace referencia a la violencia, un 25% que relacionaba sus contenidos con la creatividad o los juegos de palabras y un 30% de información objetiva o pura. No estamos afirmando o sugiriendo que los dos periódicos inciten o sugieran la violencia como actitud o modo de actuar, pero las palabras utilizadas por los periodistas podrán ser distintas y ser modificadas.

Concluyendo con esta investigación, deberíamos reflexionar sobre el rol del periodismo deportivo y su forma de construcción de los mensajes deportivos utilizando más creatividad, mayor riqueza expresiva, y un mayor bagaje cultural. Para que la violencia llegue a su fin, entendemos que los periodistas deportivos, como operadores semánticos, tienen un gran papel que cumplir. El deporte es fascinante, pero no inocente y los periodistas deberían contribuir a mejorar la comunicación deportiva y no incitar a la violencia. No solo deben decirnos en que sociedad vivimos, sino en que sociedad les gustará vivir.

Correspondência:

Cx.Postal 6060-Cep 13086-970

Barão Geraldo-Campinas SP

Brasil

verartc@obelix.unicamp.br


Centro de Estudios Olímpicos
José Benjamín Zubiaur

Bolivia 967 – 5730 Villa Mercedes

San Luis – ARGENTINA

http://linux0.unsl.edu.ar

Olympicentre@hotmail.com

squiroga@unsl.edu.ar


BIBLIOGRAFIA


FOLHA DE SÃO PAULO Manual Geral de Redação. SP. 1986.

MARQUES DE MELO,J. Gêneros jornalísticos na Folha de São Paulo. SP: FTD,1992.

MARQUES DE MELO,J & QUEIROZ, A. A identidade da imprensa brasileira no final do

Século. SP.UMESP/Cátedra Unesco, 1998.

MANUAL DE ESTILO DEL DIARIO CLARIN

Buenos Aires, 1997

PAREN LAS ROTATIVAS

Carlos Ulanosky – ESPASA 1997



Diarios CLARÍN y Diarios “El Diario de la República


1 Dra en Comunicación Social e Investigadora del LABJOR

2 Periodista, Director del Centro de Estudios Olímpicos José B. Zubiaur e investigador en Democracia, Comunicación y Deporte en la UNSL

3 Essa categoria foi criada com o intuito de agrupar os temas encontrados nas mensagens esportivas.


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