Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Strobel, Lee, 1952-

Em defesa de Cristo : um jornalista ex-ateu

investiga as provas da existência de Cristo /

Lee Strobel ; tradução de Antivan Guimarães

Mendes, Hans Udo Fuchs. — São Paulo : Editora

Vida, 2001.

Título original: The case for Christ: a journalist's personal investigation of the evidence for Jesus.

isbn 85-7367-561-6

1.Apologética 2. Jesus Cristo - Pessoa e missão I. Título.

01-4197 cdd-232-908

índice para catálogo sistemático


  1. Historicidade de Jesus : Cristologia

232.908

Lee Strobel


Em defesa de Cristo

jornalista ex-ateu investiga as provas da existência de Cristo



Tradução

Antivan Mendes & Hans Udo Fuchs

2a impressão





Vida

ACADÊMICA


Sumário
Agradecimentos..... 6
Introdução: Reabrindo a investigação de toda uma vida..... 7
Parte I: Analisando os dados
1. As provas das testemunhas oculares..... 16

Pode-se confiar nas biografias de Jesus?

com o dr. Craig Blomberg
2. Avaliando o testemunho ocular..... 36

As biografias de Jesus resistem à investigação minuciosa?

com o dr. Craig Blomberg
3. A prova documental..... 54

As biografias de Jesus foram preservadas de modo confiável?

com o dr. Bruce Metzger
4. A prova corroborativa..... 74

Existem evidências confiáveis a favor de Jesus além de suas biografias? com o dr. Edwin Yamauchi


5. A prova científica..... 95

A arqueologia confirma ou contradiz as biografias de Jesus?

com o dr. John McRay
6. A prova da contestação..... 114

O Jesus da história é o mesmo Jesus da fé?

com o dr. Gregory Boyd


Parte II: Analisando Jesus
7. A prova da identidade..... 136

Jesus estava realmente convicto de que era o Filho de Deus?

com o dr. Ben Witherington
8. A prova psicológica..... 150

Jesus estava louco quando afirmou ser o Filho de Deus?

com o dr. Gary Collins
9. A prova do perfil..... 163

Jesus apresentou os atributos de Deus?

com o dr. D. A. Carson
10. A prova das impressões digitais..... 180

Jesus — e só ele — enquadra-se no perfil do Messias?

com Louis Lapides, Th.M.

Parte III: Pesquisando a ressurreição
11. A prova médica..... 199

A morte de Jesus foi uma fraude e sua ressurreição, um logro?

com o dr. Alexander Metherell
12. A prova do corpo desaparecido..... 214

O corpo de Jesus realmente desapareceu do túmulo?

com o dr. William Lane Craig
13. A prova das aparições..... 235

Jesus foi visto vivo depois de sua morte na cruz?

com o dr. Gary Habermas
14. A prova circunstancial..... 255

Existem fatos secundários que apontam para a ressurreição?

com o dr. J. P. Moreland

Conclusão: O veredicto da história..... 269

O que as provas indicam — e o que elas significam hoje



Agradecimentos

Tenho profunda gratidão pelos insights e pela contribuição das várias pessoas que trabalharam neste livro. Tenho uma dívida sobretudo com Bill Hybels, que me permitiu fazer uma série de apresentações sobre esse tema na Willow Creek Community Church; com minha esposa, Leslie, que teve a idéia de tranformar aquele conceito inicial em livro; com meu editor, John Sloan, cujas orientações criativas significaram muitíssimo para o projeto.


Sou também grato a Mark Mittelberg e a Garry Poole pelo estímulo e pelo apoio constantes; a Chad Meister e a Bob e Gretchen Passantino pelas pesquisas e sugestões; a Russ Robinson por sua perspectiva jurídica; à minha assistente, Jodi Walle, por sua ajuda valiosíssima; a minha filha, Alison, e a meu filho, Kyle, por terem contribuído, ainda que por trás dos bastidores.
Por último, gostaria de agradecer aos estudiosos que me permitiram entrevistá-los para este livro. Inúmeras vezes fiquei impressionado não somente com o conhecimento e a sabedoria que detinham, mas também com a fé humilde e sincera — além do desejo manifesto por eles de ajudar os espiritualmente sedentos no exame criterioso das alegações afrontosas sobre Jesus.

Introdução
Reabrindo a investigação

de toda uma vida

De acordo com a promotoria, a tentativa de assassinato de James Dixon foi um caso muito fácil de resolver. Depois de aberto, não demorou muito e já estava encerrado. Bastava um exame superficial das provas para ver que Dixon atirara no abdômen de Richard Scanlon, sargento da polícia, durante um tumulto na zona sul de Chicago.

Peça por peça, item por item, testemunha por testemunha, as provas fechavam o laço em torno do pescoço de Dixon. Havia impressões digitais e uma arma, testemunhas e um motivo, um policial ferido e um réu com uma ficha pregressa de violência. A justiça estava prestes a abrir o alçapão que deixaria Dixon pendurado pelo peso da própria culpa.

Os fatos eram simples. O sargento Scanlon atendera prontamente ao chamado de um vizinho do West 108th Place, que dissera ter visto um homem portando uma arma. Quando Scanlon chegou, Dixon discutia aos gritos com a namorada na porta da frente da casa dela. O pai da moça, ao ver Scanlon, achou que podia sair.

De repente, ele e Dixon começaram a brigar. O sargento interveio rapidamente, na tentativa de separar os dois. Ouviu-se um tiro; Scanlon titubeou, ferido na região do abdômen. Ouviu-se em seguida o som dos freios de dois carros da polícia que chegavam em alta velocidade ao local. Dixon foi preso imediatamente.

Um revólver calibre 22 pertencente a Dixon — com suas impressões digitais e vestígios de disparo — foi encontrado nas proximidades, supostamente arremessado ali por ele depois de usá-lo. O pai da moça não estava armado, e o revólver de Scanlon não saíra do coldre. A pele do sargento, queimada pela pólvora, era prova de que o tiro fora dado de muito perto.

Felizmente, nada que pudesse pôr em risco a sua vida, mas sério o bastante para que merecesse uma medalha pelo ato de bravura, a qual o superintendente da polícia pessoalmente fez questão de colocar no peito do policial. Quanto a Dixon, a polícia descobriu em sua ficha que ele fora anteriormente preso pelo mesmo motivo. Tudo indicava uma propensão para a violência.

Depois de quase um ano, numa sala de tribunal praticamente deserta de Chicago, eu tomava notas enquanto Dixon admitia publicamente que atirara de fato no sargento, um policial veterano que servia a polícia havia quinze anos. A confissão, mais as provas apresentadas, era o que faltava para fechar o caso. O juiz Frank Machala determinou que Dixon fosse preso, depois bateu o martelo encerrando o processo. A justiça fora feita.

Coloquei meu bloco de anotações no bolso do paletó esporte e desci as escadas até a sala de imprensa. Achava que meu editor fosse me dar, no máximo, três parágrafos para contar a história na edição do Chicago Tribune do dia seguinte. Sem dúvida, era mais do que suficiente. A matéria, afinal de contas, não era grande coisa.

Pelo menos era o que eu pensava.

Revelações de um informante

Quando atendi ao telefone na sala de imprensa, reconheci prontamente a voz do outro lado — era um informante com quem eu vinha mantendo contato o ano todo desde que começara a cobrir o Tribunal de Justiça. Percebi que ele tinha alguma coisa muito importante para me dizer, porque, quanto mais "quente" a informação, mais depressa e mais baixo ele falava. Naquele momento, o volume de sussurros por minuto era bem expressivo.

— Lee, você está a par do caso Dixon?

— Claro que sim — respondi. — Eu o cobri dois dias atrás. Pura rotina.

— Não tenha tanta certeza disso. Ouvi dizer que, algumas semanas antes do incidente, o sargento Scanlon foi visto em uma festa exibindo sua caneta-revólver.

— Exibindo o quê?

— Uma caneta-revólver. É uma pistola calibre 22 que se parece com uma caneta-tinteiro. O porte é ilegal, nem mesmo a polícia está autorizada a usá-la.

Quando lhe disse que não via a importância disso, ele ficou mais empolgado ainda.

— Escute bem — disse ele —, Dixon não atirou em Scanlon. O sargento se feriu quando sua caneta disparou acidentalmente no bolso da camisa. Ele armou para o Dixon porque ficaria encrencado se descobrissem que estava portando uma arma ilegal. Entendeu? Dixon é inocente!

— É impossível! — exclamei.

— Verifique novamente as provas — foi sua resposta. — Veja o que elas mostram de fato.

Desliguei o telefone e subi correndo as escadas em direção ao escritório do promotor; antes de entrar, porém, parei um pouco para recuperar o fôlego.

— O senhor está a par do caso Dixon? — perguntei-lhe casualmente, para não deixar transparecer que sabia de algo. — Se não se importa, eu gostaria de examinar novamente alguns detalhes.

Ele ficou lívido.

— Não tenho permissão para falar sobre esse caso no momento — gaguejou. — Sem comentários.

Acontece que meu informante já dera a "dica" ao escritório do promotor. O grande júri tinha sido convocado secretamente para reavaliar as provas. Foi surpreendente. Ninguém esperava aquilo: o caso James Dixon seria reaberto.



Novos fatos para uma nova teoria

Comecei ao mesmo tempo minha própria investigação, estudando o local do crime, entrevistando testemunhas, conversando com Dixon e examinando as provas físicas. A medida que eu analisava cada detalhe do caso, acontecia uma coisa estranhíssima: todos os fatos novos que eu levantava — inclusive as provas anteriores que apontavam indiscutivelmente para a culpa de Dixon — encaixavam-se de modo perfeito na teoria da caneta-revólver.


• As testemunhas disseram que, antes da chegada de Scanlon ao local do crime, Dixon fora visto batendo a arma na porta da casa da namorada. A arma disparou na direção do chão; na soleira da porta da frente havia uma marca que correspondia perfeitamente ao impacto de um projétil. Isso explicava a bala que faltava na arma de Dixon.

• Dixon disse que não queria ser pego com a arma, por isso a escondera num gramado do outro lado da rua antes que a polícia chegasse. Localizei uma testemunha que confirmou o fato. Isso explica por que a arma fora encontrada longe do local do crime, embora ninguém tivesse visto Dixon desfazer-se dela.

• Havia queimaduras de pólvora do lado de dentro — mas não na parte de cima — do bolso esquerdo de Scanlon. O buraco da bala deixara uma marca na parte inferior do bolso. Conclusão: o disparo acontecera dentro do bolso de Scanlon.

• Contrariamente ao que dizia o relatório da polícia, a trajetória da bala fora em ângulo descendente. Abaixo do bolso da camisa de Scanlon havia um rastro de sangue por onde a bala passara depois de atravessar parte da pele do policial.


• A ficha policial de Dixon estava incompleta. Embora tivesse passado três anos na prisão por causa de outro atentado, o Tribunal de Apelação o libertara depois de apurar que ele fora condenado injustamente. A polícia ocultara uma testemunha de defesa fundamental; além do fato de que a testemunha da acusação mentira. Isso explica por que a ficha de Dixon o acusava de tendências violentas.

Um homem inocente é libertado

Finalmente, fiz a Dixon a pergunta crucial:

— Se você era inocente, por que disse ser culpado? Ele suspirou:

— Foi uma barganha da defesa — disse, referindo-se à prática pela qual os promotores recomendam uma sentença mais leve se o réu confessar a culpa, evitando-se assim que o caso vá a julgamento, poupando o tempo e o dinheiro de todos

os envolvidos.

— Disseram-me que, se eu admitisse a culpa, pegaria um ano de prisão. Já passei 362 dias na cadeia esperando pelo julgamento. Tudo o que tinha a fazer era confessar minha culpa e ir para casa depois de alguns dias. Mas, se insistisse em ir a julgamento, e o júri me considerasse culpado, então eles fariam de tudo para me dar uma pena bem pesada. Eu pegaria 20 anos por atirar em um policial. Era um confronto que não valia a pena. Eu queria voltar para casa...

— E por isso você se confessou culpado, mesmo sendo inocente.

Dixon meneou a cabeça afirmativamente:

— Isso mesmo.

Por fim, Dixon foi absolvido e acabou ganhando uma ação contra o Departamento de Polícia. Scanlon perdeu a medalha, foi indiciado pelo grande júri, confessou-se culpado por conduta imprópria e foi desligado da polícia.1 Quanto a mim, meus artigos apareceram todos na primeira página. Mas, acima de tudo, eu aprendera algumas lições muito importantes no início da minha carreira de repórter.

Uma das mais marcantes foi a de que as provas podiam apontar para mais de uma possibilidade. Por exemplo, havia provas suficientes para condenar Dixon pelo atentado. Mas as principais perguntas eram: Será que aquelas eram todas as provas possíveis? Qual explicação se encaixa melhor na totalidade dos fatos? Tão logo a teoria da caneta-revólver entrou em cena, ficou claro que esse quadro era suficiente para explicar todas as provas da melhor maneira possível.

Aprendi ainda outra lição. Um dos motivos por que as provas tinham me parecido tão convincentes era que elas se encaixavam nos preconceitos que eu tinha na época. Para mim, Dixon era sem dúvida um encrenqueiro, um fracassado, produto de um lar desfeito. Os policiais eram os mocinhos. E os promotores nunca erravam.

Por essa ótica, todas as provas coletadas pareciam adequar-se perfeitamente ao quadro geral. Eu simplesmente passei por cima de todas as inconsistências e falhas. Quando a polícia me disse que as provas do caso eram irrefutáveis, acreditei na palavra deles e não me aprofundei mais nas minhas investigações.

Só quando encarei por outro ângulo o caso — abandonando os preconceitos e procurando olhar com objetividade a situação — é que pude avaliá-lo sob nova perspectiva. Finalmente, deixei que as provas me conduzissem à verdade, mesmo que contrariassem minhas pressuposições iniciais. Isso foi há mais de vinte anos. Eu ainda tinha muito a aprender.


De Dixon a Jesus

O motivo pelo qual contei esse caso pouco comum é porque, de certo modo, minha jornada espiritual se assemelha em muitos pontos à experiência que tive com James Dixon.

Por muito tempo em minha vida, fui cético. Na verdade, eu me considerava ateu. Para mim, havia provas de sobra de que Deus era simplesmente produto da nossa imaginação, da mitologia antiga, da superstição primitiva. Como é que podia existir um Deus amoroso se ele mandava as pessoas para o inferno simplesmente por não acreditarem nele? Como é que os milagres podiam contrariar as leis básicas da natureza? Será que a evolução não era uma explicação satisfatória para a origem da vida? Será que o raciocínio científico não abolia a crença no sobrenatural?

Quanto a Jesus, ele nunca disse que era Deus! Ele foi um revolucionário, um sábio, um judeu iconoclasta — mas Deus? Não, esse pensamento nunca lhe ocorrera! Posso citar inúmeros professores universitários que concordam comigo — e não há dúvida de que se trata de pessoas muito competentes, não é verdade? Vamos encarar os fatos: basta um exame superficial das provas para que fiquemos convencidos de que Jesus foi apenas um ser humano como você e eu, muito embora dotado de sabedoria e bondade incomuns.

Um exame superficial — eu nunca me aprofundara mais do que isso. Havia lido muita coisa de filosofia e história, o suficiente para alicerçar meu ceticismo; um fato aqui, uma teoria científica ali, uma citação de peso, um argumento inteligente. Eu tinha uma motivação muito forte para ignorá-los: um estilo de vida egoísta e imoral que teria de abandonar se mudasse o meu modo de ver as coisas e me tornasse discípulo de Cristo.

No que me dizia respeito, o caso estava encerrado. Eu chegara à conclusão de que a divindade de Cristo era uma ilusão inventada por gente supersticiosa, não tinha por que perder a tranqüilidade por causa disso.

Pelo menos era o que eu pensava.
Respostas para um ateu

Não foi o telefonema de um informante que me levou a examinar novamente os argumentos a favor de Cristo. Foi minha esposa.

Leslie me deixou atônito, no outono de 1979, quando disse que havia se convertido. Fechei os olhos e esperei pelo pior, sentindo-me vítima de um engodo. Eu havia me casado com uma Leslie — a Leslie divertida, despreocupada, disposta a correr riscos —, e agora parecia que ela ia se tornar uma puritana sexualmente reprimida prestes a trocar nosso estilo de vida livre e em ascensão por vigílias de oração e trabalho voluntário em cozinhas imundas fazendo sopa.

Em vez disso, tive uma grata surpresa — fascinante mesmo

— com as mudanças tão profundas em seu caráter, sua integridade e autoconfiança. Por fim, quis chegar ao fundo do que estava produzindo essas mudanças sutis, porém significativas, no comportamento de minha esposa, por isso comecei a investigar minuciosamente os fatos favoráveis ao cristianismo.

Pondo de lado o máximo possível meus interesses pessoais e preconceitos, li livros, entrevistei especialistas, questionei, analisei a história, explorei a arqueologia, estudei literatura antiga e, pela primeira vez na vida, li a Bíblia versículo por versículo.

Mergulhei no caso com uma determinação muito maior do que em vários outros que eu já investigara. Utilizei o preparo que recebi na Faculdade de Direito de Yale, bem como minha experiência como editor de assuntos jurídicos no Chicago Tribune. E, com o passar do tempo, as provas que colhi no mundo — da história, da ciência, da filosofia e da psicologia começaram a apontar para o inimaginável.

Era como se o caso Dixon fosse reaberto.


Julgar por si mesmo

Talvez sua perspectiva espiritual se baseie também em provas observadas à sua volta ou coligidas há muito tempo em livros ou que lhe foram comunicadas por seus professores na faculdade, membros de sua família ou amigos. Mas será que sua conclusão é a melhor possível para as provas disponíveis? Se você cavasse bem fundo, confrontando seus preconceitos e procurando sistematicamente por provas, o que você descobriria?

Esse é o tema do livro. Na verdade, voltarei ao início da minha jornada espiritual (que durou dois anos) e a expandirei. Convido-o a me acompanhar em entrevistas com especialistas de destaque e autoridades de credenciais acadêmicas impecáveis.

Cruzei diversas vezes o país — de Minnesota à Geórgia, da Virgínia à Califórnia — para colher pareceres de estudiosos, para desafiá-los com as objeções que tinha quando era cético, para forçá-los a defender seus pontos de vista com dados sólidos e argumentos convincentes e para testá-los com as mesmas perguntas que você faria se tivesse oportunidade.

Nessa busca da verdade, usei minha experiência de jornalista especializado em assuntos legais para examinar diversos tipos de provas — testemunhas oculares, provas documentais, provas corroborativas, provas de refutação, provas psicológicas, circunstanciais e até mesmo impressões digitais (estranho, não é?).

Essas classificações são as mesmas utilizadas no tribunal. Creio que a perspectiva legal é a melhor forma de tratar esse processo — tendo o leitor como jurado.

Se você fosse escolhido para compor o júri em um tribunal de verdade, a primeira coisa que lhe pediriam era que afirmasse não ter nenhuma idéia preconcebida sobre o caso. Pediriam também que jurasse manter a mente aberta e que agisse com justiça, tirando suas conclusões com base na relevância dos fatos, e não em caprichos ou preconceitos. Você teria de considerar com ponderação a credibilidade das testemunhas, filtrar os depoimentos e submeter rigorosamente as provas ao bom senso e à lógica. Peço-lhe que faça o mesmo durante a leitura deste livro.

Por fim, é responsabilidade dos jurados chegar ao veredicto. Isso não significa que eles o façam com 100% de certeza, porque não há como ter certeza absoluta de nada nesta vida. Em um julgamento, pede-se aos jurados que analisem as provas e cheguem à melhor conclusão possível. Em outras palavras, retomando o caso de James Dixon, quais os argumentos que se encaixam melhor nos fatos?



Essa é a sua tarefa. Espero que você a desempenhe com seriedade, porque há muito mais do que mera curiosidade em jogo. Se é para acreditar em Cristo — e eu acho que esse "se" é muito importante para você neste momento —, então nada e mais importante que o modo como você responde a ele

Mas quem era ele de fato? Quem dizia ser? Será que existe algum indício que comprove suas alegações? Isso é o que pretendemos descobrir agora, a caminho de Denver, onde faremos nossa primeira entrevista.


parte um
analisando os dados


1
As provas das

testemunhas oculares
Pode-se confiar nas biografias de Jesus?

Quando conheci Leo Carter, um homem tímido e de fala mansa, fazia 17 anos que ele morava no bairro mais perigoso de Chicago. Seu testemunho pusera três assassinos na cadeia. Ele tinha ainda na cabeça uma bala calibre 38 — uma lembrança terrível da saga horrenda que começou quando ele viu Elijah Baptist entrar em uma mercearia.

Leo e um amigo, Leslie Scott, estavam jogando basquete quando viram Elijah, na época um delinqüente de 16 anos com 30 passagens pela prisão em sua ficha policial, matar Sam Blue em frente à mercearia.

Leo conhecia o dono da loja desde criança. "Quando não tínhamos o que comer, ele nos dava alguma coisa", Leo me disse calmamente. "Quando fui visitá-lo no hospital e me disseram que estava morto, sabia que teria de testemunhar sobre o que tinha visto."

Toda testemunha ocular é muito importante. Um dos momentos mais impressionantes de um julgamento é quando uma testemunha descreve em detalhes o crime que viu e depois aponta sem vacilar o réu, o autor do crime. Elijah Baptist sabia que o único modo de evitar que fosse preso era impedir, de algum modo, que Leo Carter e Leslie Scott testemunhassem.

Elijah e dois amigos decidiram então que tinham de ir à luta. Seguindo a pista de Leo e Leslie, encontraram os dois conversando com Henry, irmão de Leo, e arrastaram os três, sob a mira de um revólver, para um ponto escuro das docas ali perto.

"Gosto de você", o primo de Elijah disse a Leo, "mas tenho de fazer isto". Com essas palavras, ele encostou a arma no nariz de Leo e puxou o gatilho.

O revólver deu um estouro; a bala penetrou em Leo e descreveu um pequeno ângulo, cegando-o e indo alojar-se no cérebro. Ao cair no chão, ele foi alvejado novamente; a bala parou a cinco centímetros da espinha dorsal.

Leo, imóvel, fingiu-se de morto. Ele viu quando seu irmão, em prantos, e seu amigo foram cruelmente assassinados à queima-roupa. Depois que Elijah e sua gangue foram embora, Leo arrastou-se para um lugar mais seguro.

De algum modo, contra todas as possibilidades, Leo Carter sobreviveu. A bala, cuja remoção seria muito perigosa, permaneceu em sua cabeça. Apesar das terríveis dores de cabeça que nem a forte medicação conseguia atenuar, ele era agora a única testemunha a depor contra Elijah Baptist no tribunal, onde este seria julgado pelo assassinato de Blue Sam. Os jurados acreditaram em Leo, e Elijah foi condenado a 80 anos de reclusão.

Leo também era a única testemunha no caso do assassinato de seu irmão e um amigo por Elijah e seus dois companheiros. Seu testemunho bastou, uma vez mais, para que os três acusados fossem condenados à prisão perpétua.

Leo Carter é um dos meus heróis. Ele batalhou para que a justiça fosse feita, embora tivesse de pagar um preço colossal por isso. Até hoje, quando penso em testemunhas oculares — mais de 20 anos

após o crime — ainda vejo seu rosto na minha frente.2

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