Tempo do advento



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Convenção sobre os direitos das pessoas com necessidades especiais:

Para os efeitos do exercício desse direito (à educação), os Estados membros asseguram que: são fornecidas medidas de apoio individualizadas e eficazes, em ambientes que maximizam o desenvolvimento acadêmico e social, consistentes com o objetivo de plena inclusão. (CDPD, Artigo 24.2.e)


Do salmo 90: Nossa vida terrena é curta e frágil diante de Deus eterno e sem mudanças.
Senhor, fostes nosso refúgio de geração em geração.

Antes que se formassem as montanhas,

a terra e o universo,

desde toda a eternidade vós sois Deus.


Reduzis o homem à poeira,

e dizeis: Filhos dos homens, retornai ao pó,

porque mil anos, diante de vós,

são como o dia de ontem que já passou,

como uma só vigília da noite.
Voltai-vos, Senhor; quanto tempo tardareis?

Sede propício a vossos servos.

Cumulai-nos desde a manhã com vossa misericórdia,

para exultarmos alegres em toda a nossa vida.

Consolai-nos tantos dias quantos nos afligistes,

tantos anos quantos nós sofremos.


Manifestai vossa obra aos vossos servidores,

e a vossa glória aos seus filhos.

Que o beneplácito do Senhor, nosso Deus,

repouse sobre nós.



Intenção: Peçamos pelas pessoas com necessidades especiais para que possam desenvolver suas capacidades, e encontrem o sentido de sua vida, sem dependência.
Oração de Tessa Jenkind: Senhor, minha vida é coisa difícil; mas, quero fazer algo por mim mesma, ajuda-me a encontrar algo que dê sentido à minha vida

para que possa melhorar e mudar algumas coisas. Amém.


23 de dezembro

IV Domingo do Advento

Leituras do dia:

Miq 5, 1-4ª - De ti sairá o chefe de Israel.

Hebr 10, 5-10 – Aqui estou para fazer tua vontade.

Lc 1, 39-45 – Donde me vem a alegria de receber a visita da Mãe de meu Senhor?






Sebastián Inostroza

9 anos, Chiledescription: c:\users\makita\pictures\2012-03-01 de todo\de todo 117.jpg




olá! Eu sou Sebastián e tenho nove anos; estudo no terceiro ano básico, no “Instituto San Martín de Curicó”, no Chile. Eu tenho um problema: minha coluna não se formou bem, por isso eu não posso caminhar como as outras crianças; eu uso um carrinho ou um burrinho para me movimentar. Às vezes, sonho em ser uma criança normal, porque eu gostaria de correr, jogar bola e pular... Meus colegas me convidam para jogar e nós nos divertimos muito. Eu gosto muito de dançar e, no ano passado com minha companheira, ficamos em terceiro lugar no “Campeonato de dança regional” da minha escola; essa é a dança nacional do meu país e é muito bonita.

Ganhar esse prêmio me fez muito orgulhoso de mim mesmo e dei-me conta de que eu posso fazer muitas coisas, graças ao apoio que a minha escola me dá, e que me permite de participar de todas as atividades, apesar da minha deficiência. Meus pais me apoiam com o meu problema, levando-me ao médico e ao cinesiologista e acompanhando-me em todas as minhas atividades. Embora eu tenha esta dificuldade eu sigo em frente sorrindo, com força já que eu sei que posso contar com o amor de meus pais, o apoio de minha família, de meus amigos e de minha escola.

Convenção sobre os direitos das pessoas com necessidades especiais:

Os Estados membros permitem às pessoas com deficiência a possibilidade de aprenderem competências de desenvolvimento prático e social de modo a facilitar a sua plena e igual participação na educação e enquanto membros da comunidade. Para este fim, os Estados membros adotam as medidas apropriadas, incluindo:

A facilitação da aprendizagem do braile, escrita alternativa, modos aumentativos e alternativos, meios e formatos de comunicação, orientação e aptidões de mobilidade, assim como o apoio e orientação dos seus pares. (CDPD, Artigo 24.3.a)

Do salmo 108: Teu amor ultrapassa os céus e tua verdade se eleva até as nuvens.
Meu coração está firme, ó Deus,

meu coração está firme;

vou cantar e salmodiar.
Desperta-te, ó minha alma;

despertai-vos, harpa e cítara;

quero acordar a aurora.
Entre os povos, Senhor, vos louvarei;

salmodiarei a vós entre as nações,

porque acima dos céus se eleva a vossa misericórdia,

e até as nuvens a vossa fidelidade.


Resplandecei, ó Deus, nas alturas dos céus,

e brilhe a vossa glória sobre a terra inteira.

Para ficarem livres vossos amigos,

ajudai-nos com vossa mão, ouvi-nos.


Dai-nos auxílio contra o inimigo,

porque é vão qualquer socorro humano.

Com Deus faremos proezas,

ele esmagará os nossos inimigos.




Intenção: Pela Instituição Marista, para que, sempre mais, se sensibilize ante as dificuldades das crianças com necessidades especiais.

Oração de Sebastián Inostroza: Peço-te, Boa Mãe, que eu seja como os outros em meu coração: saiba dar e receber carinho, respeito, e não seja discriminado. Amém.
24 de dezembro

Segunda-feira da IV semana do Advento

Comemoração marista:

1817, ingressa em La Valla o Irmão Lourenço, terceiro membro do Instituto.
1836, partida dos primeiros Irmãos para a Oceania.
Leituras do dia:

2 Sam 7, 1-5.14ª-16 – O reino de Davi durará para sempre na presença do Senhor.

Lc 1, 67-79. O sol que nasce do alto nos visitará.



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Vinícius Araújo de Sousa

15 anos, Brasil




Em meu dia a dia, dependo muito de meus pais para desenvolver as atividades diárias, tais como o asseio e a locomoção. Se em casa as dificuldades são grandes, fora de casa, são maiores. Na escola necessitao de meus companheiros e do pessoal do centro para levar a cabo as atividades que implicam deslocamento. Essas são pessoas que não medem distâncias ou esforços para me ajudar. E acredito que o fazem com muito prazer.

Os Maristas me ensinaram os valores que sempre me guiam e guiar-me-ão pela vida. Graças aos Maristas, creio que terei êxito. Atualmente, não percebo meus limites como um problema, porque tenho grande fé em Deus e, por isso, vou superar todas as dificuldades, contando também com a ajuda de todos os que estão ao meu redor. Minha família e a família marista sempre me incentivam e estarão presentes em meu dia a dia.

Nunca sofri com preconceitos ou discriminação. Sempre fui respeitado dentro e fora de meu lar; desde a escola primária até a secundária, sempre procurei fazer amigos, respeitando o próximo, para poder receber o afeto e a amizade de todos.


Convenção sobre os direitos das pessoas com necessidades especiais:

De modo a ajudar a garantir o exercício desse direito, os Estados membros tomam todas as medidas apropriadas para empregar professores, incluindo professores com deficiência, com qualificação em língua gestual e/ou em braile; a formar pessoal técnico e profissionais que trabalhem em todos os níveis da educação. Tal formação compreende a sensibilização para com as necessidades especiais e a utilização de modos aumentativos e alternativos, meios e formatos de comunicação, técnicas educativas e materiais apropriados para apoiar as pessoas com limites pessoais. (CDPD, Artigo 24.4)


Do salmo 102: Deus se aproxima para encher nosso coração de esperança, para dar-nos forças em cada amanhecer.
Senhor, ouvi a minha oração,

e chegue até vós o meu clamor.

Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia.

Inclinai para mim o vosso ouvido.


Quando vos invocar, acudi-me prontamente,

porque meus dias se dissipam como a fumaça,

e como um tição consomem-se os meus ossos.

Queimando como erva, meu coração murcha,

até me esqueço de comer meu pão.
Perdi o sono e gemo,

como pássaro solitário no telhado.

Insultam-me continuamente os inimigos,

em seu furor me atiram imprecações.


Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite

e me vou murchando como a relva.

Vós, porém, Senhor, sois eterno,

e vosso nome subsiste em todas as gerações.


Intenção: Pelas instituições que cuidam de crianças com necessidades especiais ou que lutam em favor da inclusão delas na sociedade.
Oração de Vinícius Araújo de Sousa: Obrigado, Senhor, por tudo quanto de bom me deste, sobretudo, minha família. Obrigado também pelas dificuldades que tenho, porque me fortalecem e, aos poucos, me tornam pessoa melhor. Protege, Senhor, todos os que estão ao meu redor, minha família, a família marista e todos os que passam pelas mesmas dificuldades que eu. Faze que o mundo entenda o valor da vida e o que é verdadeiramente importante, amar e ser amado em tudo o que nos faz especiais e únicos, as nossas diferenças. Amém.

APÊNDICE

OUTROS TESTEMUNHOS





Testemunho de Ezequiel Ambrosino

18 anos, Argentina.


Estou contente com tudo o que faço. Em meu Colégio Marista ‘San Fernando’ senti-me muito bem, durante todos os anos, desde o Jardim de Infância até o Ensino Médio. Desfilei orgulhoso como ex-aluno marista e fui visto por toda a cidade. Entregaram-me o título em gestão e agora estou na Universidade, estudando Administração Rural. Tenho excelentes professores e companheiros. Vou bem e não me entrego. Estudo também Administração de Empresas.Gosto de atuar como atuei no colégio.

Estudo canto e levo em minha alma o “quarteto” (ritmo musical muito alegre de uma região da Argentina). Saiu uma reportagem sobre mim, no diário da cidade com o título: “Tem Síndrome de Down e, graças a um tratamento, terminou o Ensino Médio”. Fizeram fotografias comigo e com meus amigos de curso que são minha principal riqueza. Quero-lhes muito bem e desejo agradecer-lhes o que fizeram. Os companheiros de meu mano também são bons amigos.

Nunca critiquei ninguém e por isso as pessoas me respeitam e me aceitam como sou. Saio com meus amigos para espairecer e tomar um café. Vou aos aniversários, comer um churrasco e divirto-me. A gente ri muito e conversa. Estou enamorado, escrevo poesias e dedico canções. Nos momentos bons partilho coisas, e nos momentos difíceis procuro desabafar com alguém e nunca estou sozinho para isso. Agradeço minha madrinha porque é muito boa comigo.

Este colégio é um presente de Deus para os jovens como eu e para meus companheiros. Todos os maristas são um pedacinho de meu coração; aceitaram-me e ajudaram-me muito em toda a minha vida. Agradeço às diretoras, aos Irmãos, aos professores, às recepcionistas, à pastoral porque me amam e me recebem com muito carinho. Tenho confiança e amor ao meu colégio. Um VIVA A TODOS!






Testemunho da mãe de Felipe Eduardo de Oliveira - 9 anos, Brasil.
Emocionei-me quando me convidaram para falar sobre meu filho Felipe que é meu maior tesouro. Tem 9 anos. Seu diagnóstico, aos 7 anos, acusou autismo moderado. Não sabia o que era autismo; observei que tinha algumas peculiaridades, mas nunca imaginei que seria autismo. A partir do diagnóstico fui percebendo, cada dia mais, que meu filho tinha dificuldade no relacionamento com outras pessoas e não entendia as coisas que pareciam simples; isso me causou angústia porque imaginava como seria Felipe, quando adulto. Sofri muito, no começo.

As maiores dificuldades que tive e ainda tenho é o preconceito da sociedade, face ao comportamento de uma criança autista. Quando fui procurar uma escola para matricular meu filho, recebi a seguinte resposta: não podemos matricular seu filho porque a escola é muito ruidosa e ele não pode conviver com o ruído. Essa recusa e a exclusão de meu filho na execução de algumas atividades foram as maiores discriminações recebidas. Aceitaram-no em outra escola, mas ele não participava das atividades; isolou-se e, quando havia algum passeio, meu filho não participava. Os responsáveis pela escola disseram-me o seguinte: ele não pode participar porque não obedece. Enquanto à ajuda, não tenho nenhum tipo de apoio por parte do Estado. Sempre que Felipe necessita de mim ou de meu marido, economizamos o mais que podemos e com as economias tentamos satisfazer as necessidades. Atualmente, recebo um grande apoio do centro social e da Escola Marista Irmão Rivat. Através da atenção que todos têm com Felipe, consegui identificar o autismo. O trabalho que desenvolvem com meu filho é diferente; e noto que cada dia está desenvolvendo novas faculdades. Em relação às dificuldades, procuro não pensar nos aspectos negativos: olho para meu filho e penso: “Hoje conseguiu vencer um obstáculo”. Assim encontro a força para ajudá-lo e aprendo a pensar positivamente.

Falo bastante com a coordenadora pedagógica e ela me anima com respeito a Felipe. Logo que entrou na escola, em nossa primeira conversa, depois de ter recebido o relatório com o diagnóstico, estava eu desesperada, e ela me disse o seguinte: “Seu filho é capaz; juntos, vamos ajudá-lo e preciso contar com você”. Agora, agradeço a Deus por tudo.






Testemunho de José Pablo Marfan – Chile.
Chamo-me José Pablo Marfan Förster; tenho 20 anos e sou ex-aluno do “Instituto Marista San Fernando”; saí no ano de 2011. Para mim, os limites não foram grande obstáculo para alcançar minhas metas. Quando o Colégio Marista me aceitou, inicialmente me senti um pouco estranho e assustado; mas, à medida que o tempo passava, acostumei-me a criar laços com meus companheiros que me aceitaram

assim como sou e me abriram as portas do coração: fizeram-me participar como um deles. Tanto o colégio como eu, tivemos que acostumar-nos a uma realidade nova e, pouco a pouco, nos adequamos a esse grande desafio – tanto na estrutura como na convivência. Ajudaram-me porque, abrindo as portas, pude revelar minhas qualidades, talentos e limites. Com a superação das dificuldades comecei a pensar em meus objetivos.

Todas as pessoas do colégio – dos auxiliares ao diretor - foram importantes em minha vida: com um sorriso ou uma palavra deram-me força para continuar e para romper barreiras que eu imaginava mais difíceis. Agradeço a Deus por ter conhecido tantas pessoas na escola; sendo parte valiosa em minha vida, deram-me mais força para obter o que, hoje, estou conseguindo.




Testemunho de María del Milagro Boscacci - 13 anos, Argentina.
Vou ao ‘Colegio Sagrado Corazón’ dos Irmãos Maristas, na cidade de São Francisco. Meus companheiros e os professores me dizem que sou alegre, carinhosa, responsável, sempre sorridente e amiga. Quando escuto música acompanho o ritmo. Gostaria de estar no conjunto musical do colégio. Tenho fotos com cantantes famosos! Gosto de cantar, de expressar-me e fazer coreografias com minhas companheiras no grupo de trabalho.




Quando alguém me diz alguma coisa porque sou cega, ou percebo que não me aceitam, digo que somos todos iguais, mesmo se temos algum problema, e por isso não dou importância. Os professores têm muita paciência comigo, perguntam se terminei o trabalho e, se não, esperam. Meus companheiros e outros jovens perguntam se preciso de algo ou se estou bem. Na rua, algumas pessoas que não conheço me saúdam e eu lhes digo tchau!

Gosto do lugar onde moro porque escuto os passarinhos, a música ou o rádio, sinto o vento, caminho tranquila e ouço os meninos que jogam. As pessoas, nas ruas, ao me verem com o bastão me compreendem e eu procuro passar longe dos carros. Também se não consigo realizar certas coisas, peço ajuda ou pergunto.

Estou muito bem em Matemática. Gosto da História porque tenho boa memória. Em ‘Cidadania e Participação’ conto exemplos sobre direitos, a partir do que vivo como cega. A professora de Educação Física ensinou-me a correr, a ter mais segurança e minhas companheiras, por turnos, ajudam-me nos exercícios. Já participei em competições de atletismo. Fico feliz quando estou com minha irmãzinha, ambas ficamos diante da televisão e ela me fala com sua voz suave. Tenho primos, tios e me relaciono bem com eles. Conversamos e brincamos juntos.

Vou a lugares em que me encontro com amigos que também são cegos ou que têm outros problemas; ali me ajudam nas tarefas ou nas dúvidas que me ficaram da escola; fazemos atividades para integrar-nos. Tenho muita vontade de continuar a estudar... já agora, gosto da Geografia.






Marcia Aparecida Langraff - 17 anos, Brasil.
Autor do relatório: responsável pela moça. Trabalha no Centro Social Casa Hogar NUSELON, Centro Social Evangélico de Londrina.
Márcia chegou à Casa de acolhida, em 2007, por ordem da Comissão Tutelar, devido à violência doméstica.

Ela era atendida na APAE (Associação de Pais e Amigos de Crianças Excepcionais), onde era controlada com remédios, devido a um leve atraso mental. Márcia necessita de tratamento especializado, o que no contexto de violência familiar resultava difícil. Necessita de uma pessoa de apoio para levá-la e recolhê-la, para seu cuidado pessoal e para resolver seu desejo de sair à noite, o que é perigoso; é um aspecto que ela não entende como adolescente.
Recebemos o apoio da comunidade local para inscrevê-la em escola especial, muito boa, onde pode ter fisioterapia, esporte e contar com atenção psicológica. O Centro Educativo Marista oferece uma ajuda muito importante. Como Márcia não pode caminhara sozinha, como as demais crianças, dispomos de uma condução oferecida pelos Maristas para leva-la à escola especial, o que nos dá certeza de que está em boa companhia.
Márcia foi objeto de discriminação, inclusive na Casa de acolhida. Às vezes, as crianças diziam que estava louca. Nessas situações aprendeu a chamar-nos. Houve casos, devido à sua condição especial, de ser colocada em situação embaraçosa por outros adolescentes. Estamos conscientes disso e, todo tempo, estamos atentos. Hoje ou atualmente, ninguém a discrimina. Nossa preocupação é de controlar quem está com ela no quarto para pedir favores: esconder objetos para colegas, fazer favores, mentir... Estamos atentos para colocá-la com companheiros mais manejáveis e que não a coloquem em situação de dominação.

A dificuldade que mais afeta Márcia é a de aprendizagem. Não faz muito tempo que aprendeu a escrever seu nome completo. O mais difícil é a questão da leitura e poder compreender o que lê. Está em condição de proteger-se, mas por ser muito débil, necessita sempre de alguém mais forte que ela. Por isso, sabemos que se ela estivesse num lugar ou em família sem essa proteção, seria muito vulnerável.


Uma oração e mensagem para Márcia:
Márcia é pessoa importante na Casa de acolhida. Às vezes, a gente se pergunta como vai ser quando ela deixar a Casa de acolhida, sabendo que tem uma alegria que é somente dela. Ela aproxima as pessoas que a cuidam, aproxima as crianças. É muito carinhosa, alegre e espontânea. Sua alegria é uma característica fundamental. Coloca alegria na casa, abraça a todos; a alegria é sua marca registrada e rodeia sua vida. O amor pelas pessoas, as coisas que faz e pelas quais tem grande apreço... Assim também ama a escola, o centro social, as pessoas que ali encontra. É de grande ingenuidade e isso encanta as pessoas. Assim é Márcia para mim.






Pedro Henrique da Costa, 3 anos, Brasil.

Autor da informação: Rita Smith, a mãe de Pedro.


O que mais me afeta é a dificuldade que ele tem para comunicar-se comigo e com os outros. Sinto a discriminação nos olhos daqueles que se recusam a ficar com ele; mas, não dizem nada de agressivo. Tenho o apoio de meu esposo, de minha mãe, das educadoras, da trabalhadora social, do auxiliar de enfermaria do Centro Social Marista e do Centro de Atenção Psicossocial e da terapeuta. Supero as dificuldades com a fé...






Víctor Gabriel Szabo Leite,

3 anos, Brasil. Autor da informação: Sheila de Souza Pomilho.

"A escuta é um aspecto central da prática inclusiva e reflexiva. Escutar é um modo particularmente eficaz para os adultos e para as crianças de compreender as ideias de outra pessoa” [...] (Paige-Smith - Enxerto Anna, 2010).


Isso implica a sensibilidade de saber que as crianças são seres sociais. Nelas encontramos habilidades e conhecimentos, independentemente dos aspectos físico, cognitivo, emocional ou social que tenham ou possam ter. A família de Víctor Gabriel Szabo Leite acredita que a maior dificuldade encontrada com o diagnóstico inicial das convulsões neonatais, causadas por anoxia neonatal e que ocasionaram a encefalopatia hipóxico-isquêmica; o déficit motor e mental seriam os problemas que o impedem de relacionar-se com outras crianças, pois não se movimenta nem se autodefende.

“Nossa dor foi ocasionada pelas avaliações e pelos preconceitos de outras pessoas, frente a seu comportamento e a suas reações na vida cotidiana. Meu sofrimento é antecipado, porque batalho hoje para que no futuro ele esteja melhor.” Sua mãe acredita que, inclusive estando longe da família, – pois vive em outra cidade, S. Paulo – vai encontrar diversidade de equipamentos para atendê-lo e cuidado médico necessário que facilite o processo.

Nesse contexto, Elizabeth quer buscar outros recursos financeiros, pois Víctor recebe ajuda financeira do governo para o transporte, e isso a impede de trabalhar formalmente. Daí s dificuldades na organização da família e a garantia de melhor receita familiar. Suas palavras evocam sensibilidade para a singularidade de Víctor: “Ele é uma criança perseverante e capaz de qualquer coisa. Mesmo sem saber o que é a vida, ele sempre lutou”.

Larissa Isabele dos Santos Ferreira,

8 anos, Brasil. Autora do testemunho: Luciana Rosa dos Santos, mãe.

Larissa nasceu com meningocele, mais conhecida como espinha bífida, é a malformação congênita da coluna vertebral, o que lhe dificulta a função principal de proteção da medula espinal, a conexão entre o cérebro e os nervos periféricos do corpo.


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Quando a medula espinal nasce exposta, como no caso da espinha bífida, muitos nervos podem estar traumatizados ou sem função e os órgãos inervados podem ser afetados (a bexiga, os intestinos e os músculos). Segundo a mãe, os médicos não acreditavam que a criança se desenvolvesse e tivesse melhorias significativas como demonstra hoje. Larissa é uma vencedora e apresenta-se como tal: feliz, orgulhosa, dedicada e inteligente… além de outras características que eu podia sentir em seu olhar, durante nossa conversa.

Perguntamos a Larissa: Como te sentes em torno da dificuldade de caminhar? Meus colegas me ajudam a carregar a mochila, a cadeira, e meu professor me carrega pelas escadas para sentir-me bem na escola, porque eu queria estudar no segundo andar. Posso jogar na cancha, mas não posso recordar o nome dos jogos. Meus colegas e a professora me tratam com carinho. A mãe me penteia; a mamãe e o papai me levam à escola. A mãe contou-me que fizeram despesas em casa, para rampas, renovação do banheiro e instalação de barras...

A mãe disse que Larissa é muito laboriosa, e também muito exigente. A mãe observou que quando ela quer algo é preciso ceder; e explica que se esforça para atender os desejos da filha, na medida do possível, mas põe alguns limites quando não dá. A mãe considera que as necessidades especiais não são impedimento para estabelecer limites.

Observa que a criança está triste por não ser capaz de jogar, correr, como suas companheiras, e às vezes sente a discriminação porque seus colegas não querem jogar com ela. A menina disse que o que mais deseja é participar do ‘Centro Marista Reflorescer’ e jogar com Rick, seu preparador físico; mas, a mãe acrescenta que Larissa quer aprender a ler e a escrever.

A mãe conta que a criança é independente e a avaliação da leitura e da escrita, feita na unidade de Larissa, mostrou que está no processo natural das crianças de sua idade. O médico afirma que pode apresentar alguns avanços na lógica matemática.

Terminei a conversa pedindo a Larissa que me escrevesse uma frase, resumindo um pouco a nossa conversa; e escreveu:




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